Facebook: 61% dos usuários não gostam de pessoas que compartilham coisas demais

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2014 às 14h53
photo_camera Divulgação

O Facebook completou nesta semana 10 anos de vida. E haja histórias para contar, seja de grandes atualizações no design até na forma como a rede social mudou nossa maneira de interagir e nos comunicar com o resto do mundo – 57% dos norte-americanos possuem um perfil no serviço e 73% com idades entre 12 e 17 anos.

Agora que o site de Mark Zuckerberg chegou à sua primeira década, fica a pergunta: o que mais irrita os usuários na maior rede de relacionamento do mundo? De acordo com um estudo recente do instituto americano Pew Research Center, o oversharing – compartilhamento exagerado de fotos, vídeos e todo o tipo de conteúdo – é a principal reclamação dos internautas que acessam a plataforma.

Pelo menos 61% dos usuários da rede social desaprovam a postagem contínua na timeline, e 36% dizem se sentir incomodados quando o conteúdo em questão é sobre a vida da própria pessoa. Outro detalhe interessante do estudo é que também 36% dos que acessam o Facebook não gostam quando outros usuários fazem marcações com seus nomes em fotos ou posts sem antes pedir autorização.

O relatório do Pew também constatou os principais motivos pelos quais pessoas estão no Facebook. Cerca de 47% dos entrevistados alegam que têm um perfil no site para poder olhar fotos e vídeos de outros amigos, na maioria das vezes sem que eles saibam disso (ou seja, o famoso "stalkear"). Por outro lado, 46% das pessoas acreditam que o Facebook é um ótimo veículo para compartilhar informações com muitas pessoas ao mesmo tempo, e 39% visitam a página por causa de conteúdo humorístico.

E haja motivo para bisbilhotar a vida alheia na rede social de Zuckerberg: metade de todos os adultos cadastrados no site, com idades entre 30 a 49 anos, possuem mais de 200 amigos em sua lista de contato, e 27% dos usuários com idades entre 18 a 29 anos têm mais de 500 amigos em sua rede no Facebook. Já os mais idosos, com 65 anos ou mais, possuem aproximadamente 100 amigos ou menos.

Mesmo aqueles que não gostam do Facebook não podem escapar do sucesso da plataforma. Segundo a Pew, 52% das pessoas que não possuem um perfil no site convivem com alguém que está no serviço, a maioria pais de crianças e adolescentes que utilizam a ferramenta.

Os desafetos também chegaram ao mundo virtual. A pesquisa mostra que 12% dos usuários do Facebook já pediram aos amigos para remover alguém que eles não gostam de sua lista de contatos. Os pedidos partem principalmente de outros colegas (35%) , cônjuges (12%) ou parceiros românticos (23%) que não gostam de saber que a pessoa amada tem seu ex adicionado na rede social.

Talvez o dado mais preocupante levantado pelos pesquisadores do Pew esteja no fato de que muitos usuários começam a ver tantas fotos no Facebook que acabam tornando o hábito em uma forma de masoquismo. A prática, de acordo com os especialistas, ajuda a estimular a depressão e uma síndrome chamada FOMO (Fear of Missing Out), que é o medo do internauta em se desconectar e ficar por fora de tudo o que acontece na internet.

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