Executivo do Facebook no Brasil fala sobre o sucesso da operação no país

Por Redação | 26 de Novembro de 2012 às 17h47

O homem que saiu do Google para chefiar a operação brasileira do Facebook está chamando a atenção. A contratação de Alexandre Hohagen pela rede social se deu em fevereiro de 2011, e, desde então, o sucesso tem sido absoluto.

Os números alcançados pelo executivo e sua equipe de 40 funcionários, que trabalham na zona sul de São Paulo, saltam aos olhos. Nesses 18 meses que Hohagen assumiu o Facebook por aqui, o número de usuários brasileiros saltou de 13 milhões para 61 milhões.

"Tínhamos metas definidas para crescimento tanto da receita quanto da base de usuários. Nos dois casos, não poderia ter sido melhor. O Brasil é um dos países que mais crescem no mundo nesses dois aspectos", disse o executivo em entrevista para a Folha de São Paulo.

Hohagen também destacou que o escritório baseado em São Paulo é o mais importante fora da Europa e dos Estados Unidos. A aposta agora é na publicidade móvel, e o Brasil faz parte desse plano.

"Tudo o que fazemos está focado em oferecer uma experiência tão boa no celular quanto no PC, o que é um desafio. O nosso próximo bilhão de usuários virá principalmente daí", explica o executivo. A grande aposta agora é colocar anúncios no feed de notícias dos usuários móveis, assim ele fica nítido e se insere na experiência de navegação.

Alexandre Hohagen

Imagem: Reprodução / Veja SP

À primeira vista pode parecer estranho anúncios em meio ao feed de notícias, mas Hohagen afirma que os usuários têm respondido bem a esse tipo de publicidade, com um número de cliques crescente. Porém, os brasileiros têm um empecilho no uso de redes móveis: os planos de dados ainda são muito caros, principalmente se comparados a outros países emergentes, como os da Ásia, por exemplo.

O escritório que fica na capital paulista tem contribuído com ideias positivas para a área de publicidade da rede social. A ideia de anúncios no logout, por exemplo, surgiu daqui, e a primeira vista foi recebida de maneira negativa pelos engenheiros da sede.

"Mostramos que em países emergentes isso é uma realidade, pois muitos se conectam ao Facebook em locais públicos, como lanhouses ou bibliotecas. Depois, descobrimos que o volume de pessoas que se desconectam nos EUA também era grande", finaliza Hohagen.

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