Especialista alerta sobre softwares de marketing digital no Facebook

Por Redação
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Atualmente, uma 'curtida' no Facebook pode significar muito mais do que apenas um ponto comum favorável entre o usuário e quem fez o post, ou o que foi postado. As empresas estão de olho já faz um tempo, é um termômetro de negócios, de dinheiro. E, para aumentar sua popularidade, muita gente vem utilizando ferramentas que ajudam a capitalizar e segmentar anúncios, entre outras coisas. Para evitar problemas, a especialista no assunto, Camila Porto de Camargo, do iMasters, dá dicas sobre a diferença entre captação ou roubo de dados.

A primeira coisa a fazer é conhecer em profundidade o que o Facebook diz a respeito em seus termos de uso, já que a criação de uma fanpage, por exemplo, está condicionada a um contrato que você aceita, mesmo que a maioria não ligue pra isso. Aí é que é preciso estar atento: se você não cumprir o que está por ali, corre o risco de ser 'punido' por Zuckerberg e sua turma.

Facebook diretrizes

Em seguida, vem o bom senso e a qualidade de sua proposta: desenvolver aplicativos sociais e envolventes, conceder escolhas e controle aos usuários e ajudá-los a compartilhar faz com que sua marca ou produto seja popularizada espontaneamente, antes mesmo do uso de ferramentas para isso.

Outro ponto fundamental apontado por Camila é o respeito à privacidade e ao próprio comportamento ético na web: não usar de má-fé ao se dirigir ao usuário, não enviar spam ou tentar iludí-lo, nem mesmo surpreendê-lo.

Vamos então aos principais pontos sobre a captação e utilização dos dados no Facebook:

1) Todo dado precisa de autorização do usuário antes de ser coletado por aplicativos;

2) No caso da utilização de dados de terceiros que usam seu aplicativo, faz-se necessário o consentimento explícito do usuário com relação à utilização de suas informações. Ou seja, é permitido o manuseio do nome de alguém para um mecanismo de busca somente se houver a liberação do próprio para tal uso;

3) É proibida a transferência direta ou indireta de dados de terceiros para outras plataformas, como usar informações de pessoas para uma rede de anúncios, por exemplo;

4) Uma das táticas utilizadas por muitos softwares atualmente diz respeito aos dados públicos e de perfil estendidos do usuário. O Facebook recomenda, por exemplo, sua própria estrutura no caso do compartilhamento de dados por um identificador anônimo. Essas informações jamais devem ser compartilhadas com um mediador externo;

5) O que o Facebook entende como dados públicos que podem ser utilizados em aplicativos via permissão do usuário são: ID, nome, primeiro_nome, último_nome, link, nome de usuário, sexo, local e idade. Para captar esses dados, basta a aprovação do usuário;

6) Já os dados de perfil estendidos ainda causam certa confusão. Por exemplo, você pode autorizar a utilização de seus dados públicos mas não necessariamente das páginas que curte ou grupos de que participa. Seria necessária uma segunda autorização para que a manipulação específica desses dados não ferisse a liberdade do usuário, porém, isso não acontece na maioria das vezes e precisa ser respeitado;

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7) Procure utilizar as ferramentas do próprio Facebook para distribuir o que quer, já que os aplicativos nasceram respeitando as diretrizes de seu próprio ambiente. Softwares externos podem ferir os termos de uso, é preciso conhecê-los bem antes de usá-los;

8) Quando se fala em marketing digital, há sempre o conflito entre o certo e o mais fácil ou rápido. Pesquisar, entender os termos de uso de cada aplicativo ou ambiente e, acima de tudo, respeitar o usuário pode ser um caminho mais longo, mas evita dores-de-cabeça futuras, de ambos os lados.

Em resumo, o que se recomenda é que, antes de pensar nos números, vale conhecer todos os recursos do Facebook para o que você deseja. Com relação a softwares que aumentam "curtidas", por exemplo, o que os especialistas vêm comprovando é que, em médio e longo prazo, eles se tornam ineficazes quando se fala em satisfação e fidelidade do usuário.

Com essas dicas, é possível fazer a propagação de uma marca, produto ou empresa de forma ética e legal, e, acima de tudo, com bom senso.

Fonte: http://imasters.com.br/infra/seguranca/captacao-ou-roubo-de-dados-o-que-pode-e-o-que-nao-pode-na-utilizacao-de-informacoes-de-usuarios-no-facebook/

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