Escola contrata empresa para monitorar alunos nas redes sociais. Você concorda?

Por Redação | 02.09.2013 às 17:06

O Distrito Escolar Unificado de Glendale, em Los Angeles, resolveu adotar uma medida controversa em relação aos estudantes: contratar uma empresa para monitorar a atividade dos alunos nas mídias sociais.

A escola contratou um serviço de monitoramento de redes sociais chamado Geo Listening para monitorar e analisar o conteúdo público compartilhado por seus alunos, alegando que o serviço irá ajudar a entrar em ação quando assuntos como cyberbullying, vandalismo, evasão escolar, uso de drogas e tendências suicidas forem encontrados nas mídias sociais.

O Geo Listening coleta informações postadas em plataformas como Facebook, Instagram, YouTube e Twitter, e depois cria um relatório diário para a instituição relacionando as mensagens que envolvam atividades ilegais ou que possam prejudicar os alunos ou a escola.

Em 2013, o Geo Listening deve analisar as postagens de 13 mil estudantes em oito escolas. Mas é claro que o programa de análise gerou controvérsia Muitos estudantes não estão felizes com a ideia de que sua escola monitore suas atividades nas mídias sociais, e as pessoas estão usando o termo "espionagem" para descrever os esforços da instituição de ensino.

Porém, vale destacar que o Geo Listening monitora apenas o conteúdo público postado e disponibilizado pelos próprios alunos, o que quer dizer basicamente que o controle de privacidade está nas mãos de cada um. Muitos pais e até mesmo alguns alunos já manifestaram seu apreço pela iniciativa da escola para proteger os estudantes.

"Semelhante a outras medidas de segurança que empregamos em nossas escolas, queremos identificar quando os nossos alunos estão envolvidos em comportamentos prejudiciais", disse Christine Walters, membro do conselho da escola.

O programa foi instituído pela primeira vez após um estudante de 15 anos de idade cometer suicídio ao pular de um telhado de outra escola da região no ano passado. Os pais do aluno processaram a instituição por "fazer vista grossa" ao bullying que o estudante sofria.