É guerra: Facebook se une a novos parceiros publicitários para combater Google

Por Redação | 11 de Fevereiro de 2015 às 11h04

Ainda dando seus primeiros passos em direção a um pleno funcionamento, mas já chamando a atenção sempre que é citado, o serviço de publicidade Atlas, do Facebook, tem mais dois novos parceiros para chamar de seu. A plataforma de Mark Zuckerberg agora conta também com o apoio da Merkle, que é especializada em gerenciamento de relações com os clientes, e da Mediaocean, que opera serviços de hospedagem e desenvolvimento de software.

Ambas chegam para fortalecer o rol de aliados do serviço, que agora já conta com um total de cinco companhias. O objetivo final é entregar uma plataforma que não apenas entregue publicidade bem direcionada e de qualidade para os usuários tanto de dentro quanto de fora da rede social, mas também com sistemas bem organizados e funcionais para análise de público, colocação de anúncios e, principalmente, avaliação de métricas e rendimento, algo essencial em qualquer tipo de marketing que lide com uma gigantesca quantidade de pessoas.

O objetivo final, claro, é bater de frente com o Google e sua solução DoubleClick, uma das principais ferramentas usadas atualmente no mercado publicitário online. Como o Atlas ainda não começou a ser plenamente utilizado, não dá para saber ao certo de que maneira o Facebook vai encarar seu grande rival, mas já temos a informação de que dezenas de bilhões de dólares em gastos com publicidade fazem parte do rol das empresas parceiras da rede social, que também inclui agências e outros sistemas de análise e acompanhamento. As informações são do Business Insider.

O Atlas, originalmente, era uma solução da Microsoft e foi comprada pelo Facebook em 2013. Relançada em outubro do ano passado, a plataforma é citada como "marketing baseado em pessoas", independendo de cookies como meio de rastreamento dos hábitos de seus usuários.

A ideia do Facebook é que a rede social seja capaz de fornecer dados sobre o cotidiano e os gostos de seus usuários de forma mais apurada do que qualquer tipo de registro de navegação online. Enquanto a segunda alternativa pode trazer falsos positivos por causa de pesquisas pontuais ou interesses momentâneos - justamente por causa dos já citados cookies que registram a atividade online -, a rede social traria informações mais sólidas e significativas, permitindo que a exibição de anúncios fora do sistema também seja mais relevante.

Assim, sempre que o usuário navegar pela internet com o Facebook logado poderá observar publicidade baseada nas páginas que curtiu ou postagens que compartilhou, sem que as propagandas estejam necessariamente relacionadas à própria rede social. Além disso, sua popularidade em versões mobile e a integração com outros dispositivos, como videogames, pode trazer ainda mais informações e melhorar as propagandas independentemente do aparelho que esteja sendo usado.

É aí que está, para Mark Zuckerberg e outros especialistas da rede social, a grande sacada que vai colocar o Atlas à frente do Google nesse quesito. E esse movimento já estaria causando mudanças na forma de atuação da gigante de buscas, que vem trabalhando em pacotes combinados de publicidade móvel e web, além de já ter anunciado melhorias em suas ferramentas de análise de alcance para ajudar seus clientes a entenderem melhor quem viu seus anúncios e porque isso aconteceu.

Mais do que tudo isso, o crescimento do Atlas tem a ver com duas ideias básicas de Zuckerberg: a de que o Facebook é parte integrante na vida de muitas pessoas e, sendo assim, pode influenciar as coisas fora de seu próprio ambiente; e a de que, para continuar crescendo, é preciso deixar suas próprias fronteiras. Para a empresa, o aumento dos lucros e também do seu próprio tamanho está mais do lado de fora da rede social do que dentro dela e, por isso, a ideia é levar toda a influência da plataforma para o restante da internet.

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