Conversas privadas revelam falta de ética de Zuckerberg ao lançar o Facebook

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2014 às 15h36

Quem assistiu ao filme A Rede Social já conhece a história de como Mark Zuckerberg começou a trabalhar com os irmãos Winklevoss na criação do Facebook, mas mais tarde, decidiu seguir seu próprio caminho e encarar processos por roubo de propriedade. Além disso, pôde ver a relação turbulenta dele com um de seus primeiros investidores, o brasileiro Eduardo Saverin. Uma série de mensagens de texto, porém, mostra como tudo aconteceu na vida real.

Várias conversas com amigos e família foram publicadas pelo Business Insider em maio de 2012, resultado de uma apuração de quatro anos feita pelo veículo. Agora, o Facebook comemora seu aniversário de dez anos e, na onda das lembranças sobre os primeiros dias da rede social, o site voltou a publicar os textos que revelam o lado mais obscuro de Zuckerberg.

Chat Mark Zuckerberg

Conversando com pessoas não identificadas, Zuckerberg conta um pouco sobre a maneira usada por ele para voltar a ter controle do Facebook. Chamando Saverin de burro e alegando que ele não trabalhava de acordo com o que era pedido, o criador do Facebook decide facilitar a compra da empresa, redistribuindo as ações e dando a seu investidor uma participação menor, que permitiria o retorno de controle ao fundador da rede social.

Ele não se mostra preocupado com possíveis processos judiciais decorrentes disso, já que a empresa compradora seria responsável pelos custos. Além disso, Zuckerberg demonstra rancor ao afirmar que Saverin começou uma ofensiva contra ele sem ter nada a ganhar com isso, prejudicando a si mesmo no processo.

Afirmando não gostar de trabalhar para outras pessoas, Zuckerberg comenta sobre as ideias iniciais para o Facebook em outro bate-papo. Inicialmente, o Facebook deveria ser um site de encontros virtuais, no qual pessoas se cadastrariam para encontrar um parceiro. Ainda um jovem estudante, porém, ele desconfiava do sucesso de serviços do tipo, mesmo com todo o montante envolvido em marketing e divulgação.

Ele considera, então, seguir com sua própria iniciciativa, a de uma rede social para estudantes, e deixar os irmãos Winklevoss sozinhos. Ele aproveitaria o tempo pago pelos gêmeos para trabalhar em seu próprio projeto e, no último dia, o apresentaria aos dois, oferecendo uma parceria. Caso contrário, o produto seria lançado sem concorrentes, já que seus rivais teriam um produto incompleto nas mãos.

Zuckerberg relata também uma invasão ao servidores do ConnectU, serviço social que servia os estudantes da Universidade de Harvard. Aproveitando-se de uma falha de segurança, ele criou contas falsas para os irmãos Winklevoss e as recheou de mensagens racistas e egocêntricas. Além disso, alegando estar “entediado”, desativou uma série de contas de usuários. Mais tarde, ele diz imaginar que os responsáveis estivessem preocupados com tanta gente deixando o site.

Chat Mark Zuckerberg

As conversas, em grande parte, mostram as artimanhas nem sempre legítimas de Zuckerberg e revelam que ele próprio sabia que o que estava fazendo não era necessariamente correto. Quando perguntado sobre a possibilidade de ser expulso de Harvard, ele afirma que a instituição poderia alegar que ele não agiu de maneira ética, mas pondera que é possível atuar dessa maneira e ainda assim estar dentro das leis. "É assim que levo minha vida", afirmou em uma das mensagens.

O resultado desses movimentos todos já conhecem: uma série de processos judiciais e milhões de dólares em indenizações. A história acabou sendo eternizada no filme de 2010, dirigido por David Fincher, e Mark Zuckerberg se tornou uma das maiores personalidades do mundo da tecnologia.

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