Com aplicativos próprios, Messenger é um concorrente interno para Apple e Google

Por Redação | 31 de Março de 2015 às 14h55

A tal evolução do Messenger prometida pelo Facebook na semana passada finalmente chegou. A partir de sua mais recente atualização, ele deixa de ser apenas um simples mensageiro instantâneo e se torna uma plataforma mais completa e com seus próprios aplicativos integrados. E era óbvio que isso ia trazer algumas polêmicas pré-instaladas no pacote.

A questão é exatamente o fato de que, com essa novidade, a empresa de Mark Zuckerberg está batendo de frente com a Apple e o Google ao fragmentar o ecossistema criado por essas companhias em suas lojas. Até então, sempre que você precisava de um app ou de algum tipo de complemento, bastaria entrar na AppStore ou no Google Play e pronto. No entanto, a evolução do Messenger veio para quebrar um pouco dessa lógica.

Com aplicativos como Action Movie FX, Kanvas e até versões do ESPN e The Weather Channel, o serviço de bate-papo abraça desenvolvedores e surge como um competidor para as duas gigantes que dominavam o mercado. E o pior é que ele faz isso dentro do próprio terreno delas.

Isso tudo cria uma situação bem curiosa de se observar. Em termos práticos, o Facebook está quebrando alguns termos importantes estabelecidos pela Apple e pelo Google ao utilizar a loja do iOS e Android para criar concorrência às suas proprietárias. A regra é clara, mas será que vale para todos?

Afinal, não estamos falando de um desenvolvedor pequeno ou uma empresa que acabou de dar as caras, mas de uma companhia gigantesca e responsável por boa parte do funcionamento do mercado mobile.

Estamos falando de quem possui não apenas o Facebook, mas também o WhatsApp e o Instagram. Como o site Venture Beat aponta, 3,5 bilhões de aplicativos instalados no iOS vieram dos domínios Zuckerberg e 90% dos 100 apps mais populares da AppStore têm algum tipo de integração com a rede social.

Diante de tudo isso, chega a ser um mistério quais serão os próximos passos da Apple e do Google. Se eles ousarem bater de frente com as novidades do Messenger, correm o risco de perder uma das principais forças que atraem usuários e ainda criar um poderoso inimigo. Por outro lado, se fizerem vista grossa, podem abrir um precedente para que outras desenvolvedoras tentem fazer o mesmo.

Mark Zuckerberg já fez sua jogada. Agora é a vez dos outros.

Via: Venture Beat

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