Cientistas desenvolvem detector de mentiras para Twitter

Por Redação | 20.02.2014 às 17:30
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A partir de agora quem faltar com a verdade nos 140 caracteres do Twitter poderá ser descoberto. Cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, estão desenvolvendo um sistema capaz de julgar a veracidade do que os usuários da rede social publicam.

Chamado de Pheme, o sistema tem como principal objetivo prevenir rumores e evitar falsas declarações em tempo real, segundo informou o The Telegraph. Os criadores acreditam que a ferramenta poderia ter sido útil durante os conflitos em Londres em 2011, quando usuários da rede social compartilharam boatos de que animais do zoológico da cidade teriam escapado do cativeiro.

Para Kalina Bontcheva, do departamento de engenharia da universidade, o sistema poderia checar as informações rapidamente e rastrear sua origem, o que ajudaria ao governo, serviços de emergência, jornalistas e empresas a reagir contra boatos.

“As pessoas realmente acreditam no que leem na internet. Em situações críticas, você pode mostrar informações confiáveis ou alertar às autoridades antes que as coisas saiam de controle”.

No sistema, os rumores serão classificados em quatro tipos: especulação, controvérsia, falsa informação e desinformação. O Pheme irá, então, pesquisar fontes para fazer uma verificação e traçar as conversas na rede social. O resultado será exibido na tela do usuário.

Para aferir a qualidade das informações, o Pheme dará mais peso para notícias com origem em agências consolidadas e de especialistas. Além disso, irá rastrear programas de computador criados para enviar spam e criará um histórico de contas feitas exclusivamente para disseminar falsas informações.

O sistema, que é fruto de uma parceria entre quatro universidades e cinco empresas, terá sua versão final liberada nos próximos 18 meses e seu custo será de cerca de R$13 milhões. O protótipo, contudo, será apresentado em menos tempo.