Cidade fantasma: apenas 9% dos usuários do Google+ atualizam seus perfis

Por Redação | 20 de Janeiro de 2015 às 17h51

O Google+ está às moscas. É o que indica o levantamento feito pelo blogueiro Kevin Anderson, que tabulou as informações da plataforma do Google e constatou que as bilhões de contas registradas pouco interagem no cotidiano da rede social. As informações são do Business Insider.

Anderson levou em consideração um outro estudo publicado anteriormente, por Edward Morbius, que revelou a baixa participação do público no Google+: apenas 9% dos 2,2 bilhões de usuários são ativos e postam conteúdo aberto regularmente. Somente entre 4 e 6 milhões de contas interagem e alimentam suas linhas do tempo. E esses são dados recentes, de janeiro deste ano.

Outro destaque do relatório é o fato de que apenas 6% dos perfis ativos registraram alguma postagem em 2015, o que significa 18 dias de participação. Do total, apenas 3% não utilizam o YouTube em seu conteúdo e só 8% chegaram a fazer a básica troca de foto de perfil neste mês.

Google  Stats

"Esta é uma análise que estima usuários ativos do G+, definidos como aqueles que já fizeram um post, e não simplesmente comentaram um vídeo do YouTube em janeiro de 2015", explica Morbius, que afirma ter feito um levantamento trabalhoso, porém muito simples de fazer e ser verificado por qualquer um. O YouTube, aliás, como mostram os números, consegue dar mais vida a uma rede social que poderia estar ainda mais abandonada.

Para encerrar o estudo e as críticas ao Google+, Morbius faz questão de dizer que não gosta do Facebook e é usuário ativo da rede social do Google, que, infelizmente, não está sendo povoada como ele gostaria. "Sou como um gato alienígena espacial vivendo fora do sistema solar. Não tenho quaisquer conflitos em interesse, exceto a crescente desconfiança no Google. Uso o G+ ativamente e acho útil, apesar das limitações e das frustrações. Eu gosto do Facebook ainda menos", comenta.

O Google+, que há dois ou três anos vinha crescendo consideravelmente, especialmente em ambiente móvel, ganhou terreno numa época em que o Facebook vivia momentos de crise. A ascensão da publicidade móvel na rede social de Mark Zuckerberg, aliada à saída abrupta de Vic Gudontra, mente responsável por fazer do produto do Google um concorrente respeitável, acabaram derrubando a plataforma.

Essa é mais uma constatação sobre o momento vivido atualmente pela rede social, sob as rédeas de Dave Besbris, que se recusou a falar sobre números em entrevista concedida ao final do ano passado. O futuro do Google+ está cada vez mais nebuloso.

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.