CEO do Twitter revela estratégia para tornar o serviço mais atraente em 2014

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2014 às 12h40

O Twitter revelou nessa quarta-feira (05) que não só registrou um prejuízo de US$ 511 milhões, como também vem sofrendo para manter seus usuários interessados no serviço de microblog. Para o CEO da empresa, Dick Costolo, no entanto, tudo parece estar sob controle e, segundo o site CIO, ele tem algumas ideias para manter o serviço atrativo.

No relatório, o Twitter não só fala de números financeiros, como também da quantidade de usuários ativos no serviço: 241 milhões ao fim de dezembro – um aumento de pouco menos de 4% em relação ao trimestre anterior. Esse número por si só já seria suficiente para ativar o radar do pânico dos mais afobados investidores, mas a gota d'água foi o número de visualizações da linha do tempo do serviço que, pela primeira vez na história, apresentou retração de 7%. Para um empresa que acabou de entrar no pregão e que cujos investidores esperam por desempenho, esses números decepcionaram.

Para 2014, porém, o Twitter espera melhorar seus serviços e "mudar a curva de crescimento", disse Costolo durante a conferência da empresa. "Nós não acreditamos que precisamos mudar as características da plataforma. Nós só precisamos fazer o Twitter ser um Twitter melhor", disse o executivo.

Para alcançar esse objetivo, Costolo disse que adicionará mais recursos para tornar o Twitter mais atrativo. Por enquanto, no entanto, ele está buscando formas de organizar o conteúdo em tópicos ao invés de apenas jogá-los na linha do tempo. "Seguir conversas será mais fácil depois disso", garantiu.

Ele ainda afirmou que as últimas alterações promovidas no serviço de microblog fizeram com que alguns recursos como retuítes, mensagens diretas e busca fossem mais utilizados. Para Costolo, todas essas alterações são pensadas para ajudar os usuários a tirarem maior proveito da linha do tempo do Twitter. Isso poderá ajudar a solucionar o problema de usuários que se inscrevem no serviço mas não o utilizam o suficiente por não acreditarem que podem fazer algo útil com ele.

Apesar de expor que realmente existe um problema, o site não falou quantas pessoas pararam de acessá-lo após se cadastrarem. Costolo acredita que o número não é importante e que o que importa é "preencher a lacuna existente entre a consciência do Twitter e o engajamento dos usuários na plataforma". Para ele, não basta que os usuários entendam do que se trata o serviço nas primeiras semanas ou meses, mas sim que eles o compreendam a partir dos primeiros momentos de contato com a ferramenta.

Aparentemente a empresa está disposta a lançar apps com funções distintas para lograr êxito. O Facebook está tentando seguir esse caminho, tendo lançado o Paper nessa semana. Para o Twitter, no entanto, esse caminho aparentemente será mais duro que para seu concorrente, já que os usuários pouco se interessaram pela proposta do Twitter Music, app de música lançado há algum tempo e que, ao que tudo indica, será descontinuado por não ter conquistado usuários.

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