CEO do HootSuite revela suas apostas para as mídias sociais em 2014

Por Redação | 24.01.2014 às 09:20

Há quem diga que as redes sociais experimentarão um declínio no seu número de usuários daqui para frente, outros, no entanto, acreditam que, liderados pelos jovens que cada vez mais deixam o Facebook de lado, as redes estão se transformando e ganhando uma nova forma.

Mas o que exatamente devemos esperar das redes sociais para este ano de 2014? O que especialistas e líderes de mercado acreditam que será tendência daqui para frente? É o que Ryan Holmes, CEO do HootSuite, contou num artigo publicado no LinkedIn.

Ascensão das redes sociais "efêmeras", como o Snapchat

Independentemente de você achar que o Snapchat vale US$ 3 bilhões para o Facebook ou não, uma coisa é certa: o app despertou o desejo das pessoas por redes cada vez mais efêmeras. Nelas, o conteúdo simplesmente desaparece alguns segundos após seu recebimento. Embora as pessoas acreditem que a abordagem favorece a circulação de conteúdo erótico (o que também é certo), a verdade é que o Snapchat e serviços do tipo trouxeram de volta a espontaneidade e diversão das mídias sociais.

Segundo Holmes, a ideia é semelhante às interações da vida real, onde pensamentos vêm, vão, são esquecidos e você não se preocupa com o fato deles estarem sendo monitorados ou não. Dessa forma, as redes sociais ditas efêmeras oferecem uma forma autêntica e sem restrições de trocas e interações. E, provavelmente, essa será a mais nova moda dos jovens e adolescentes, que estão abandonando o Facebook aos poucos.

Reconhecimento das mídias sociais como recurso educativo

Já faz algum tempo que as mídias sociais são utilizadas para avaliar as pessoas, seja para uma entrevista de emprego, seja para programas educacionais. Uma pesquisa recente mostrou que, nos Estados Unidos, mais de um terço dos alunos que entram para o ensino superior tem seus perfis avaliados por coordenadores nas universidades e faculdades antes de aceitá-los.

Cada vez mais cientes dessa realidade, espera-se que os educadores adotem as mídias sociais e as tragam para dentro de sala de aula. Em 2014, nós veremos mais escolas reconhecendo as mídias sociais como um recurso educativo e ensinando sobre elas para melhor preparar seus estudantes.

Os anúncios digitais decolarão de uma vez por todas

Não é nenhuma novidade que os anúncios veiculados nas mídias sociais são muito mais segmentados e direcionados aos consumidores do que os feitos nas ditas mídias tradicionais. E daqui para frente esse negócio decolará de uma vez por todas.

Para Holmes, as empresas estão percebendo cada vez mais que anúncios em redes sociais não só são mais eficientes, como também têm um ROI superior aos banners digitais veiculados em sites. Enquanto as pessoas estão cada vez mais ignorando os tradicionais banners no topo dos sites (eles são clicados apenas 0,2% das vezes, em média), os tuítes patrocinados mostram engajamento 15 vezes superior.

Um outro fator decisivo é que os anúncios sociais são mais bem visualizados em dispositivos móveis do que os tradicionais. Para o fim de 2013, a previsão era de que existiriam 1,4 bilhão de smartphones em circulação no mundo, um para cada seis pessoas. Como a tendência é que esse número aumente, não é surpresa que esse seja um mercado promissor que deve ser explorado ao máximo daqui para frente.

Fortalecimento dos compartilhamentos de vídeos na web

Um estudo recente revelou que um terço da Geração Y assiste menos televisão do que conteúdo online, ou não assiste nada na televisão. Para Holmes, o dado faz muito sentido.

Nascidos no fim dos anos 1980 até o início dos anos 2000, essa geração se criou consumindo conteúdo de sites como YouTube e, por esse motivo, se sente extremamente confortável em compartilhar e comentá-lo com seus amigos nas mais diversas redes sociais. O lançamento de apps como Instagram - e depois seu recurso de gravação de vídeos - e Snapchat amplificaram esse comportamento, que é intrínseco a esse público.

A partir do início dos anos 2020, essa geração será responsável por metade da força de trabalho no mundo e será muito interessante ver como esse tipo de conteúdo, que é livre e acessível, a influenciará e os rumos que os negócios tomarão com ela no controle.

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