Brasil é o terceiro país que mais compartilha conteúdo em redes sociais

Por Redação | 23.07.2014 às 13:20

O Brasil é o terceiro maior país do mundo em compartilhamentos nas redes sociais, deixando para trás até mesmo a casa de muitos destes sites. Por aqui, cerca de 71% dos internautas estão engajados em serviços como o Twitter e o Facebook, por exemplo, sendo deixados para trás apenas pela China (80%) e Hong Kong (73%).

As informações saíram em um estudo da SurveyMonkey, realizado em parceria com a Social@Ogilvy, cujos resultados foram revelados em comunicado à imprensa. Nos dados, veio a constatação de que, na América Latina, o Brasil é o líder incontestável em compartilhamento de conteúdo, empatado com o México e abrindo longa distância de todos os outros países do território.

Na ponta oposta do ranking estão Japão, Estados Unidos e Alemanha, países nos quais, respectivamente, apenas 6%, 15% e 21% das pessoas costumam dividir a própria vida, pensamentos, trabalhos, imagens e outras coisas com a plateia online.

O Brasil também lidera quando o assunto é tempo de conexão, com os nossos internautas passando uma média de 13,8 horas conectados às redes sociais. Durante esse tempo, 41% das pessoas compartilham conteúdos relacionados à promoção de uma causa, enquanto outros 21% têm proximidade com familiares e amigos como principal motivação para usar esse tipo de serviço.

Aspectos mais profundos também foram avaliados pela pesquisa. 55% dos usuários com 40 anos ou mais disseram se sentir mais úteis ao compartilhar conteúdos nas redes sociais, enquanto 34% deles acreditam que essa é a maneira correta de manter contato com as pessoas por esse meio. Por outro lado, entre os mais jovens, 18% acreditam que o tipo de material publicado ajuda a definir a própria personalidade, enquanto 28% desse grupo diz se sentir mais criativo fazendo isso.

São tais métricas que explicam uma divisão bem clara entre o teor do que é compartilhado nas diferentes faixas etárias. De acordo com a pesquisa, 40% dos conteúdos divertidos analisados foram publicados por gente entre os 18 e 29 anos, enquanto os artigos com teor informativo ou que fomentavam discussão foram publicados, em 59% dos casos, por usuários de 40 anos ou mais.

Propaganda e percepção de marca

Na contramão do que é dito por muitos especialistas, porém, 37% dos internautas brasileiros entrevistados consideraram a quantidade de anúncios exibida nas redes sociais excelente ou muito boa. Essa média, porém, cai para 23% nos outros países participantes do estudo, principalmente os da Europa.

Além disso, serviços do tipo causaram uma modificação na maneira como as pessoas enxergam as marcas que as rodeiam. É o que mostra, por exemplo, a esmagadora maioria de pessoas que citou o YouTube como o maior produtor de conteúdo interessante, quando na verdade, o site serve apenas como uma plataforma para que muitas empresas, incluindo o próprio Google, publiquem seus conteúdos.

Além disso, a ideia de seguir uma marca no Facebook ou Twitter parece mais relacionada às vantagens que ela pode proporcionar ao usuário do que pelo próprio nome ou produtos ofertados. Quatro entre dez usuários disseram estar abertos à visualização de publicidade, mas promoções e ofertas foram citadas como o principal motivo para acompanhar as publicações de uma empresa nas redes sociais.

A pesquisa da Survey Monkey conversou com 6,5 mil internautas de 16 países de todos os continentes.