Armazenamento de novo servidor do Facebook é feito em mais de 10.000 Blu-rays

Por Redação | 30 de Janeiro de 2014 às 11h35

Há quem acredite que o futuro das mídias de armazenamento em disco esteja comprometido há algum tempo. O advento de tecnologias de armazenamento em memória flash aliado à distribuição de conteúdo de mídia via internet corrobora com essa teoria. Para o Facebook, no entanto, ainda é possível fazer muita coisa com os DVDs e Blu-Rays.

É que a empresa de Mark Zuckerberg anunciou que, finalmente, concluiu a construção de um datacenter cujo sistema de armazenamento funciona totalmente baseado em mais de 10.000 discos Blu-ray. O protótipo, que foi exibido no Open Compute Project Summit na terça-feira (28), possui um petabyte de espaço de armazenamento e é altamente eficiente, consumindo pouquíssima energia.

De acordo com o vice-presidente de infraestrutura do Facebook, Jay Parikh, a máquina foi desenvolvida para armazenar os chamados "dados frios", aqueles que raramente são acessados. Para o Facebook, isso inclui backups de fotos e vídeos dos usuários e outros dados que precisam ficar guardados durante um determinado período antes de serem eliminados. "O sistema reduzirá os custos relacionados a operação pela metade e será 80% mais eficiente que o atual sistema de armazenamento baseado em discos rígidos", explicou o executivo.

Para Jason Taylor, diretor de infraestrutura do Facebook, o servidor é uma conquista que inaugura uma "nova era de demandas para a tecnologia". A escolha foi justificada pelo diretor porque discos em Blu-ray são menos custosos que os discos rígidos.

Apesar de ainda ser um protótipo e sua produção em massa começar apenas no final do ano, o portal IT World já fala que a companhia está considerando um novo paradigma para armazenar esses tipos de dados. Segundo relatos, a ideia é que servidores com baixíssimo consumo de energia e baseados em armazenamento flash sejam construídos. Até lá, o Facebook já conseguirá ter se decidido sobre quais informações disponibilizará sobre o projeto à comunidade do Open Compute Project, que recentemente admitiu a participação da Microsoft.

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