Americana pede indenização de US$ 123 milhões ao Facebook

Por Redação | 31 de Julho de 2014 às 16h15

Uma moradora de Houston, Estados Unidos, chamada Meryam Ali, entrou com uma ação judicial contra o Facebook e um ex-amigo, chamado Adeel Shah Khan no valor de US$ 123 milhões. Segundo ela, Shah criou um perfil falso com imagens pejorativas alteradas por Photoshop e o Facebook demorou meses para tirar o site impostor do ar, mesmo após vários pedidos da vítima.

Segundo a denúncia, o perfil mantinha fotos com o rosto de Meryam ligado por Photoshop a corpos falsos, que continham cenas de sexo e pornografia. A denúncia foi apresentada no dia 25 de julho em Harris County.

Segundo a acusação, Meryam afirma que o Facebook não desativou o “local impostor claramente ofensivo, depreciativo e difamatório”, mesmo após diversos pedidos. A empresa só excluiu a página após a intervenção do Departamento de Polícia de Houston que intimou o Facebook a revelar seus registros na tentativa de localizar a “fonte verdadeira” do site impostor.

Meryam afirma na acusação que procura uma “justiça plena” para o caso, pois ela sofreu um “trauma significativo, extrema humilhação, extremo constrangimento, distúrbios emocionais graves e sofrimentos físicos e mentais graves”, afirma. Na alegação, ela ainda expõe que deseja “expor as fraquezas e falhas dos mecanismos de privacidade falsamente anunciados e promovidos pelo Facebook”.

Entre as acusações contra o Facebook está negligência e quebra de contrato, além de negligência grave, imposição intencional de sofrimento emocional e invasão de privacidade contra o ex-amigo, Adeel Shah Khan.

O Texas Lawyer tentou contato com o Facebook para explicar a situação, no entanto a rede social não retornou os questionamentos sobre o fato.

Como indenização, Meryam está pedindo US$ 0,10 para cada um dos 1,23 bilhões de usuários do Facebook, o que resulta em um valor de US$ 123 milhões.

Ali descobriu a página do perfil em seu nome em dezembro de 2013 a partir de informações de sua família e amigos. Então, ela entrou em contato com o Facebook para que a página fosse tirada no ar. No entanto, a empresa só respondeu à solicitação quando contatada pela polícia de Houston em fevereiro de 2014.

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