Ações do Twitter caem após fim do período de restrição de vendas

Por Redação | 06 de Maio de 2014 às 14h20
photo_camera Divulgação

As ações do Twitter iniciaram o pregão desta terça-feira (06) na bolsa americana com queda de 10%, uma baixa que continua acontecendo. No momento em que esta matéria é escrita, os papéis da companhia operam com um valor de US$ 34,25 cada um, com redução de 11,5% em seu valor. O motivo para isso é o fim da restrição que impedia os investidores iniciais de venderem suas cotas na empresa.

Trata-se de uma medida de controle de capital, que impede que o mercado seja invadido por ações das companhias logo após sua abertura. No caso do Twitter, a medida teve duração de seis meses e evitou que cerca de 82% dos papeis fossem negociados na bolsa logo depois de sua criação.

Essa é a primeira vez que as ações do Twitter descem a um patamar abaixo dos US$ 37 desde a abertura do capital, em novembro. Apesar de ter alcançado números de faturamento positivos nos dois últimos trimestres, a empresa vive sob a mira de análises negativas que não colocam confiança em seu ritmo de retenção de usuários perante a competição de outros serviços, como o Facebook.

A comparação com a rede social de Mark Zuckerberg tornou-se ainda mais grave nesta terça, quando analistas de mercado observaram que não houve queda nas ações da empresa após o fim de sua restrição de venda. Em 2012, quando um período semelhante para o Facebook chegou ao fim, os papeis da companhia tiveram alta de 13% e não houve movimento dos investidores para vender as cotas.

É justamente esse o fator que está, por outro lado, trazendo esse aspecto negativo às ações do Twitter. Mesmo assim, alguns de seus grandes investidores afirmaram à agência Reuters que não vão vender suas participações na empresa. É o caso, por exemplo, da empresa de investimentos Rizvi Traverse, que hoje é a maior acionista da rede social. A informação, porém, não foi confirmada oficialmente, e sim obtida a partir de fontes ligadas à organização.

O mesmo vale para os co-fundadores do Twitter, Jack Dorsey e Evan Williams, bem como seu diretor executivo, Dick Costolo. Desde abril, eles já haviam firmado compromisso de não negociar suas participações na empresa e confiarem em seu sucesso na bolsa.

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