Acionistas querem mudanças nas operações do Facebook

Por Redação | 01 de Abril de 2014 às 12h51
photo_camera Divulgação

O Facebook marcou para o dia 22 de maio sua segunda reunião de acionistas, que pela primeira vez, permitirá que os donos de ações da empresa sugiram mudanças a serem colocadas em votação por todos os outros. As alterações, se aprovadas, devem ser aplicadas pela rede social e muitas delas, claro, não são de interesse dela. Quem explica é o site CNET.

É o caso, por exemplo, de uma proposta de regulação de anúncios alimentícios. Hoje, não existe nenhum tipo de controle sobre esse tipo de propaganda, mas os responsáveis pela medida pedem que a empresa controle melhor a exibição de publicidade sobre alimentos gordurosos exibidos a crianças e adolescentes, sob o temor de que essa prática poderia causar danos financeiros para a companhia.

Outra proposta, feita pela firma de investimentos NorthStar Asset Management, pede que o Facebook detalhe melhor as doações feitas a políticos e partidos, principalmente aqueles que não se alinham aos valores da companhia. Hoje, as despesas com lobby são relatadas nos documentos trimestrais liberados pela rede social, mas a ideia é que ela também vá além disso.

Mas a mudança mais polêmica, com certeza, é aquela que prevê uma alteração nos critérios de poder de voto dos donos de ações do Facebook. Hoje, funcionários e representantes da empresa possuem poder de decisão com peso 10 sobre as ações possuídas por ele, enquanto todos os outros têm direito a apenas um voto por papel. A ideia é dar representatividade igual para todos os acionistas.

Nenhuma das propostas deve passar justamente devido à quantidade de votos nas mãos do CEO Mark Zuckerberg. Devido à medida citada acima, ele conta hoje com 61,6% dos direitos sobre o Facebook, o que também dá a ele controle total sobre a companhia. E, sendo assim, ele também conta com a decisão final sobre essa ou qualquer outro tipo de medida a ser adotada pela empresa, já que elas dependem da maioria para serem aprovadas.

Mesmo assim, de forma a evitar situações ruins entre a gerência da empresa e seus investidores, o Facebook pede que os acionistas não votem a favor das medidas durante a reunião e prefiram apoiar as iniciativas da própria companhia.

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