A cada dez contas no Twitter, uma é falsa, dizem pesquisadores

Por Redação | 27 de Novembro de 2013 às 09h00

Um mês antes de anunciar sua oferta pública em novembro, o Twitter anunciou ter 232 milhões de usuários ativos mensais. No entanto, a pergunta que não quer calar é: quantos desses são falsos?

Os números divergem. Segundo os pesquisadores de segurança italianos Andrea Stroppa e Carlos de Michelli, existem 20 milhões de contas falsas à venda. Já Jason Ding, pesquisador da Barracuda Labs, disse à NBC News que o número era de pelo menos 10%, ou talvez mais. Em compensação, o Twitter afirma que apenas 5% de suas contas são falsas, de acordo com seu relatório oficial.

Atualmente, o microblog possui algumas ferramentas que ajudam a detectar perfis falsos, como o limite de pessoas a seguir por dia, que é de mil usuários. Mesmo assim, algumas brechas ainda permitem que perfis falsos sejam criados, principalmente com o propósito de oferecer mais seguidores a alguém.

Em abril deste ano, Stroppa e De Micheli notaram uma certa atividade incomum em contas de personalidades, como o rapper 50 Cent e o político americano Jared Polis. No caso de Polis, por exemplo, em um dia, 19.705 novos usuários passaram a segui-lo. No dia seguinte, o político havia perdido 13.332 deles.

O caso também se repete com grandes empresas, como a Red Bull, que recebeu 16 mil seguidores após o salto do paraquedista Felix Baumgartner da estratosfera. Esses crescimentos são, segundo os pesquisadores italianos, algo improvável organicamente falando.

Seguidores comprados e alternativas

Como lembra ainda a NBC, no relatório divulgado pela Barracuda Labs, o custo médio de um seguidor comprado não é caro. Cada mil perfis falsos costumam sair em torno de US$ 11 dólares. É algo que não leva tempo e é lucrativo para os criadores. Além disso, existe a possibilidade de aprimorar as contas, colocando dados como foto, biografia e outros. Neste segundo caso, os preços podem chegar a US$ 40 para cada mil perfis.

Mas, como explica De Micheli, é uma vantagem injusta. Enquanto empresas e outras pessoas normais levam um bom tempo construindo sua base de seguidores de maneira legal, outras avançam o processo com alguns cliques. "É como se você ganhasse um diploma na universidade, trabalhasse duro para obter seu grau de quatro anos, mas quando você chega ao mercado de trabalho, outras pessoas apenas gastaram dinheiro com um diploma falso e estão competindo com você", disse à NBC.

Uma alternativa para diminuir esses números seria implantar sistemas de conferência mais rígidos, além do captcha e um e-mail, como a conferência por telefone. No entanto, como lembrou o próprio De Micheli à NBC, existem preocupações com a possibilidade de inibir postagens em determinadas situações. "Eles olham para situações como o Conflito no Egito (...) e eles querem manter a plataforma mais aberta", afirmou.

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