60% da população mundial não está conectada à internet, diz Facebook

Por Redação | 26 de Fevereiro de 2015 às 08h38

Conhecer o terreno em que está pisando é um dos passos iniciais de qualquer empreitada, seja ela a abertura de um negócio ou uma campanha para auxiliar pessoas. E, se depender de uma pesquisa revelada pelo Facebook nesta segunda-feira (23), a rede social terá um longo trabalho pela frente em seu processo de levar a internet a todos, já que pouco mais de 60% dos habitantes da Terra não estão conectados à internet.

Desse total de, mais especificamente, 63,1% (ou 4,5 bilhões de pessoas), pelo menos 90% vivem em áreas dentro do alcance de pelo menos um tipo de conexão. O que, para o Facebook, é um bom sinal, que mostra que é possível sim levar a rede até essa população mais afastada, seja por meio de balões, drones ou maneiras mais tradicionais, como cabos ou antenas.

A pesquisa, que foi realizada pela fundação Internet.org, pertencente ao Facebook, também revelou uma grande desigualdade entre os números entre os países emergentes ou não. Nos países desenvolvidos, 76,2% utilizam a internet regularmente, enquanto nas nações mais pobres, essa porcentagem é de 29,8%. Como dá para imaginar, é também nestes territórios que estão localizadas a maioria das pessoas que não tem contato com a rede em seu cotidiano.

Os fatores para isso, porém, vão além de pobreza ou dificuldades de acesso. Em mais uma boa notícia, o Facebook descobriu que quase 80% daqueles que não possuem internet têm meios para pagar uma assinatura. Aqui, há aqueles que moram em regiões onde não há rede, mas, em sua maioria, os desconectados acabam não modificando suas situações devido a um desconhecimento do que a conexão online pode trazer em termos de benefícios ou por acharem o valor das mensalidades alto demais.

Surge, então, mais um fator que o Facebook promete trabalhar no futuro próximo: as campanhas de conscientização. Além disso, a rede social promete realizar estudos para identificar quais países carecem de conteúdo em sua língua nativa e investir nesse sentido, para que aqueles que não veem sentido em ter internet em casa passem a enxergá-la como uma boa fonte de informação e entretenimento.

Crescimento moroso

De maneira geral, o Facebook se disse esperançoso com o resultado do estudo, afirmando que os resultados foram melhores do que o imaginado. Por outro lado, enxerga também um desafio crescente, uma vez que a porcentagem de penetração na internet vem diminuindo gradativamente e, em 2015, deve alcançar o menor crescimento de todos os tempos.

A empresa espera que, até o final de 2015, 3 bilhões de pessoas em todo o mundo estejam com acesso à internet. Esse crescimento, porém, deve ser de menos de 5% em relação a 2014, um ano em que esse aumento já foi baixo, chegando a apenas 6,6%.

Ainda é uma boa nova, já que mais e mais gente está se conectando, mas, por outro lado, intensificam-se os problemas ligados à acessibilidade, uma vez que cada vez mais apenas aqueles que realmente não querem usar a internet ou não possuem meios para isso permanecem desconectados. É esse o desafio que o Facebook pretende encarar agora para, quem sabe, mudar esse cenário.

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