Quadrinhos e super-heróis | Confira os destaques da Marvel e DC em setembro

Por Claudio Yuge | 07 de Outubro de 2020 às 19h00
Marvel Comics

Olá pessoal, estamos de volta com coluna mensal de quadrinhos de toda primeira quarta-feira do mês, que é quando acaba o ciclo de grandes lançamentos no período. Aqui vamos abordar tudo o que aconteceu de mais importante nos lançamentos das duas maiores editoras de super-heróis dos Estados Unidos, a Marvel Comics e a DC Comics. Abaixo, você vai conferir um apanhado dos títulos que chegaram ao mercado estadunidense em setembro.

Vale destacar que são muitas edições, então, abaixo trago apenas um resumo rápido das principais revistas do mês. Algumas das novidades chegarão ao mercado brasileiro muito em breve, e o objetivo aqui é também chamar a atenção para coisas que têm grandes chances de influenciar as adaptações para TV e cinema. Você sempre pode acompanhar os lançamentos semanais lá fora por meio do site Comic List.

Então, vamos lá, lembrando que este conteúdo traz uma boa dose de spoilers! Fique avisado.

DC Comics

O grande destaque da DC em setembro foi, mais uma vez, Batman: The Three Jokers — especialmente porque a "saga do ano", Dark Nights: Death Metal, fez uma "pausa" da trama principal para esmiuçar outras consequências em minisséries derivadas. Bem, na história do nêmesis do Homem-Morcego, vemos o Capuz Vermelho investigando os outros Coringas, enquanto Batgirl descute com Bruce Wayne o fato de Jason Todd ter assassinado uma das versões do Palhaço do Crime a sangue frio.

Imagem: Reprodução/DC Comics

Embora a edição seja sobre os três Coringas, vemos aqui uma grande parte da história dedicada abordar melhor todas as "cicatrizes" que os principais delitos do vilão deixaram nos protagonistas. Aqui, vemos melhor a culpa que Batman sente por ter deixado Robin "morrer" anteriormente, assim como o medo que Jason ainda sente por esse trágico evento; e a resiliência de Barbara, ao lutar para voltar a andar e encarar o Palhaço do Crime novamente. Há momentos sentimentais entre esses personagens que nunca haviam sido verbalizados antes.

Há até um momento abaixo que pode surpreender muitos leitores — e que provavelmente será explorado posteriormente.

Imagem: Reprodução/DC Comics

Entretanto, um dos melhores aspectos da história é o fato do Coringa "mentor", o mais velho, associar o assassino dos pais de Bruce Wayne como uma peça de um esquema maior. Segundo o que relata, dá a entender que a versão mais antiga fazia parte de uma das gangues que comandavam o crime em Gotham City.

Com os Wayne também fazem parte da fundação da cidade, pode ser que essa trama explique uma organização interessada em perpetuar a figura do Coringa há mais tempo do que imaginamos. Isso não seria assim novidade, pois essa ideia vem sendo explorada por Scott Snyder há algum tempo — e até foi utilizada na série Gotham. Contudo, "oficializar" isso com as conexões que Geoff Johns parece estar costurando pode finalmente explicar os Três Coringas — ou mais. Aguardemos, a edição final chega em outubro.

Hellblazer - Rise and Fall #1

Imagem: Reprodução/DC Comics

A situação de John Constantine ficou esquisita na DC Comics, tanto para os antigos quanto para os novos leitores. Antes mesmo do fim do selo adulto Vertigo, ele passou a fazer parte da cronologia oficial da editora, com uma pegada, digamos, mais heroica. Embora suas participações sejam divertidas na Liga da Justiça Sombria, seu título solo virou uma bagunça, pois quase tudo o que aconteceu nas quase 300 foram “esquecidas”.

Então, esta nova minissérie vem para redefinir melhor as origens e acontecimentos da vida de John Constantine, a partir do selo Black Label, que permite abordagens mais adultas em um formato premium. Nesta primeira edição, revisitamos seu nascimento e primeiros passos como bruxo de rua. A arte de Darick Robertson e a própria ambientação do roteirista de Tom Taylor lembram um pouco a célebre fase de Garth Ennis, nos anos 1990.

Shazam #14 e #15

Imagem: Reprodução/DC Comics

Se você realmente quer ver onde o Multiverso DC progride atualmente, é necessário acompanhar as edições escritas por Scott Snyder ou Geoff Johns, com é o caso de Shazam. Desde os Novos 52, a DC Comics vem fazendo seu reposicionamento, que precisou novamente ser refeito a partir do projeto Renascimento. Os atrasos nos roteiros de Johns não ajudaram muito, mas agora a coisa toda começa a ficar mais interessante e ter relevância nas outras tramas da editora.

O mais importante desta edição é a reaparição do Superboy Prime, versão anabolizada do vilão que foi uma grande ameaça durante a conclusão de tramas passadas. Embora a história esteja um pouco abaixo da média, a presença desse vilão indica que ele também passa a fazer parte da atual grande saga da DC, Dark Nights: Death Metal. E é por isso que esta revista aparece por aqui.

Dark Knights - Death Metal: Trinity Crisis #1

Imagem: Reprodução/DC Comics

Esta talvez seja o mais importante derivado da maior saga da DC Comics atualmente. Isso porque ela resume com poucas palavras o que realmente está acontecendo com o Universo DC. Aqui é revelado que Perpetua se alimenta das “crises” do Multiverso — afinal, desde Crise nas Infinitas Terras vemos muitas delas acontecer na editora.

Então, o que ocorre é que Perpetua usa o Batman que Ri como grande aliado na manutenção de realidades em que as crises passadas continuam acontecendo — o que, como dito acima, alimenta seu poder. Então, cabe à Trindade (Batman, Superman e Mulher-Maravilha) e seus aliados encontrar os mundos paralelos afetados e capturar essa energia, impedindo, assim, que a malfeitora mantenha sua fonte de poder. A edição ganha muito com os traços de Francis Manapul, que, como sempre, é muito criativo e regular.

Dark Knight Returns - The Golden Child - The Deluxe Edition

Imagem: Reprodução/DC Comics

Tudo bem que as duas sequências de O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, não chegaram aos pés da original — seja por conta do roteiro inferior ou da arte de Miller, que anda cada dias mais “estilizada” e irregular. Mas esta sequência dos eventos de Cavaleiros das Trevas: A Raça Superior (o roteirista anda com umas obsessões fascistas ultimamente também) tem uma trama interessante e a grande cereja do bolo: a arte do brasileiro Rafael Grampá.

Aqui, a história coloca Lara e Carrie, descendentes de Superman e Batman, junta contra Darkseid e Coringa. Os traços cheios de pequenos detalhes de textura e as reinvenções de design de Grampá, que valorizam a ação e a narrativa cinematográfica, combinam bem com a visão que o bom Miller tinha no passado. Essa história já havia sido lançada, mas agora ganham um formato ainda mais caprichado no selo Black Label, com várias capas extras e material de bônus que conta como foi a produção do álbum.

Batman #99

Imagem: Reprodução/DC Comics

Joker War continua. Embora a sensação seja de “mais do mesmo apenas”, é sempre divertido ler boas histórias do Batman contra o Coringa. James Tynion IV vai bem quando se dedica os diálogos e relacionamentos de personagens, embora seus momentos de ação e conclusões de arco não sejam lá seus melhores atributos.

Aqui vemos Dick Grayson se tornando novamente o braço direito de Batman, que relembra a parceira da época que ele era o primeiro Robin. Também vemos toda a “Batfamília” se reunindo para enfrentar uma guerra que o Homem-Morcego não consegue vencer sozinho — incluindo personagens e aliados mais recentes, a exemplo de Sinal e Arlequina. E é preciso destacar um ponto extra, que é a arte de Jorge Jimenes, cada vez mais bela e consistente, com uma narrativa dinâmica e design de personagens de cair o queixo.

Dark Nights - Death Metal - Speed Metal

Imagem: Reprodução/DC Comics

O Flash teve papel primordial nas principais “Crises” e reboots da DC Comics, então, é natural que o personagem esteja no centro também de Dark Nights - Death Metal. Nos últimos meses, a revista-título do Corredor Escarlate vem tentando posicionar corretamente o lugar de cada um dos diversos protagonistas, especialmente Barry Allen e o Wally West tradicional, que passou por muitas mudanças — incluindo um toque do Doutor Manhattan, de Watchmen, como consequência do evento Relógio do Juízo Final.

Esta edição vem para fazer justamente isso, recapitular um pouco o que aconteceu no cantinho do Flash e mostrar que todos os velocistas precisam se unir para enfrentar o Batman que Ri. Para isso, West deve entronar a cadeira de Metron, que possui o conhecimento de todo o Multiverso DC. Essa trama nos mostra as diferenças entre Barry e West, fazendo com que eles tenham que deixá-las de lado para trabalharem juntos.

Marvel Comics

O grande destaque da Casa das Ideias em setembro vai para o primeiro grande — e bota grande nisso — crossover da fase de Jonathan Hickman à frente dos títulos mutantes, chamado de X of Swords. A trama geral envolve 10 grandes espadas lendárias do Universo Marvel sendo empunhadas por antagonistas que vão, claro, obrigar que os X-Men também tenham 10 protagonistas usando suas próprias armas.

Como sempre, em tudo que envolve o nome Hickman, a trama é complexa e cheia de novos detalhes. Em resumo, temos uma sociedade/religião antiga capaz de invocar demônios. Esse povo viva em uma região de Krakoa, atualmente casa dos mutantes, chamada de Arakko — sim, é um acrônomo do nome da ilha original.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Tanto X-Men #12 quanto a edição quanto X of Swords - Creation #1 explicam todo o cenário e os personagens que fazem parte do culto de Arakko e, principalmente, a conexão que Apocalipse tem com essa história. O principal que você deve saber, por enquanto, é que alguns dos antagonistas fazem parte do primeiro grupo de Quatro Cavaleiros do Apocalipse e que o agora ex-vilão tenta criar um portal que leva indivíduos não mutantes para dentro e fora de Krakoa — mesmo sem o aval do conselho mutante.

Assim como tudo na fase de Hickman, as ideias são sensacionais e a trama é muito inventiva, com diversos novos elementos introduzidos à mitologia dos X-Men. E aqui ele muda um pouco o tom, buscando mais a fantasia e o horror cósmico. Contudo, ainda que os traços de Pepe Larraz deixe a narrativa mais leve, é um pouco cansativo para quem não está acostumado com sua pegada e, normalmente, funciona melhor em encadernados, tamanha as implicações com outras edições. Está no começo, vamos acompanhar.

Empyre #6

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A conclusão da grande saga da Marvel no ano não foi lá essas coisas — e dava para notar que não seria mesmo, após as “revelações” previsíveis da última edição. Os Vingadores e o Quarteto Fanástico, separados, estão perdendo a batalha em Wakanda, onde a armada Cotati tomou conta de Wakanda e as reservas de Vibranium. Enquanto isso, outro parte do grupo se vê ameaçada pelo falso Hulkling, que lidera uma facção Kree-Skrull para usar a força do Sol na destruição da Terra.

A grande esperança está na nova armadura que Tony Stark construiu para Reed Richards. Ambos então vão resolver essas tretas “com um grande crânio por ameaça”, como diz o Homem de Ferro: o Senhor Fantástico vai para Wakanda, enquanto o Vingador Dourado segue para solucionar o canhão solar apontado para a Terra.

O Pantera Negra ressurge dos mortos, afinal ele é o Rei dos Mortos, e, ao lado de Reed Richards e sua armadura de átomos instáveis criada por Stark, consegue abrir vantagem para os heróis. Com a chegada da liderança do Capitão América e o poder imenso do Thor, eles conseguem varrer os inimigos de Wakanda.

No espaço, descobrimos em mais um plot twist de novela mexicana que a grande vilã, na verdade, é a avó de Hulkling, que estava disfarçada entre os “aliados” da armada Kree-Skrull. Com os esforços de Capitã Marvel, Tocha Humana, Hulkling, Wiccano e a intervenção de Stark no canhão solar, a ameaça também é neutralizada. No final, Hulkling finalmente assume seu trono por direito, seja lá o que isso vá significar para o futuro da Marvel Comics.

Marvel Zombies - Resurrection

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

De tempos em tempos a Marvel Comics produz uma série limitada envolvendo versões zumbis de heróis em tramas de terror, com reinvenção de personagens e cenários. Essa estratégia normalmente dá certo, porque vemos autores livres de cronologia “brincando” com suas próprias visões sobre heróis e vilões já conhecidos há décadas aqui.

Aqui o grupo em questão envolve Valeria e Franklin Richards, ao lado de Capitã Marvel e os mutantes Forge e Gambit, entre outros. Dá para notar que a ausência do Quarteto Fantástico na época que rolava a treta entre a Fox e a Disney deixou todo mundo carente, porque a Primeira Família de heróis aparece em todos os principais títulos recentes — inclusive este. A edição não é assim grandes coisas, mas quem gosta de apenas leituras descompromissadas pode se divertir.

Empyre - Aftermath Avengers #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Está com saudades do “Detran Avengers” de Brian Bendis, em que ninguém salvava o mundo e ficava o dia inteiro tretando e tirando onda com a cara do outro no melhor estilo “repartição pública”? Então esta é a revista certa para você. Além de “passar a limpo” tudo o que aconteceu com as reviravoltas e revelações de Empyre, vemos os heróis em uma história mais leve, no casamento — agora oficial — de Hulkling e Wiccano.

Algumas daquelas interações divertidas de tempos anteriores, que são também o charme da Marvel nos cinemas, estão espelhadas pelas páginas. Um dos momentos mais engraçados é quando o Capitão América lembra como o grupo foi duro com os Jovens Vingadores. Tony diz que os garotos deveriam ser registrados. Isso, claro, para provocar Steve. Mas aí vem o Thor para brindar e reunir a Santa Trindade novamente. Respire um pouco e sorria com esta edição.

Web of Venom - Wraith #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Para saber exatamente para onde o canto cósmico da Marvel Comics vai ultimamente, é preciso acompanhar o que Donny Cates faz, seja em Thor ou nas revistas vinculadas a Venom. Como o próximo grande evento da Marvel envolve o ancestral alienígena que criou os simbiontes, Knull, esta é uma edição-chave para os próximos meses.

A história é dedicada a Zak-Del, que foi exilado de seu mundo e exposto ao misterioso parasita Exolon. Com isso, ele ganhou reflexos mais rápido, além de um fator de cura acelerado — o que também o impede de envelhecer no mesmo ritmo que os de sua espécie. Aqui sabemos mais sobre os Guardiões da Galáxia Sombrios e sobre a conexão de sua história com os simbiontes de Klyntar. Apesar dos nomes ruins, a trama é interessante e pode escalar para algo melhor quando esses personagens de segunda categoria se encontrarem com nomes mais populares.

Immortal Hulk #37 e Immortal She-Hulk #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Juntei as duas edições aqui neste mesmo pacote porque elas basicamente tratam sobre o que é morte nos quadrinhos atuais. Assim como Jonathan Hickman vem fazendo com os X-Men, Al Ewing vem mostrando que morrer é um normal para os personagens, mas, claro, com um preço sendo pago durante o processo. Com isso, a Marvel Comics quer assumir de vez o retcon — embora ela tenha que começar a fazer isso de forma mais interessante, em vez de explorar as mortes como algo bombástico em suas tramas.

Ambas as edições são muito boas de ler e trazem o clima de terror e ficção científica que abrange o “tratamento Immortal” desde o começo. Aqui ficamos sabendo que o Líder encontrou uma forma de controlar a energia gama que permeia o Space Below, que seria tipo o “inferninho” controlado pelo One Below All.

Iron Man #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Sim, estamos em mais uma primeira edição do Homem de Ferro. Até perdi as contas de quantas vezes ele foi “rebootado” nos últimos anos, mas parece que, desta vez, a ideia é realmente levar o personagem para suas raízes e começar tudo de novo. Prova disso é que a principal mudança que você vai ver aqui é Tony diminuindo seu foco em tantas tecnologias e se dedicando somete para o que ele acha mais relevante. E, para ele, isso implica em voltar a utilizar sua armadura clássica.

Aqui vemos ele ao lado de Patsy Walker, mais conhecida como Felina, personagem que nos últimos anos ganhou mais atenção e esteve presente como coadjuvante de Jessica Jones na série da Netflix. A trama mostra Stark cada vez mais próxima de uma versão “Elon Musk” dos quadrinhos, tendo que lidar com sua popularidade e problemas nas redes sociais. É um recomeço que até prometeria mais do que espero atualmente, especialmente porque essas abordagens já foram realizadas sem tanto êxito no passado recente. Vamos aguardar para ver.

Shang-Chi #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esta edição está aqui mais porque ganhará em importância nos próximos meses do que exatamente pelo seu conteúdo atual. Se você quiser já ter uma "degustação" do que virá na adaptação Shag-Chi and the Legend of the Ten Rings, que chega ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU) em 2021, basta dar uma olhada nesta história.

A trama, basicamente, reposiciona o personagem e, já no número de abertura, coloca-o em um ambiente cheio de misticismo, inclusive com a notável presença do dragão Fing Fang Foom. Há diversos relatos que a criatura, assim como o verdadeiro Mandarim, estarão no filme. Vale destacar que a Marvel Comics tem seguido o Marvel Studios ao escalar as equipes criativas: note que os autores são ligados à cultura asiática, em especial, à chinesa.

Até a próxima!

Obviamente, não dá para comentar tudo o que saiu no mercado norte-americano nas quatro semanas anteriores, mas essas edições são as que mais fizeram barulho e prometem ter relevância nas editoras nos próximos meses. Continuem lendo as matérias de quadrinhos e toda a cultura pop aqui no Canaltech e a coluna volta no mês que vem, no dia 4 de novembro.

Quem quiser acompanhar nos Twitter e saber das matérias relacionadas que saem durante o mês, o endereço é @clangcomix. Até logo!

A DC Comics segue explorando as possibilidades da saga Dark Nights - Death Metal, enquanto a Marvel encerra Empyre e agora começa o primeiro crossover dos X-Men de Jonathan Hickman, com o evento X of Swords. Veja o que mais bombou entre os heróis

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