Negra, pré-adolescente e nerd: esta é Moon Girl, a nova heroína da Marvel

Por Redação | 15.08.2015 às 15:05
photo_camera Marvel

Depois do enorme sucesso com a versão feminina de Thor, a Marvel continua apostando na diversidade de personagens em seus quadrinhos. A nova heroína da editora é Moon Girl, uma garota negra, pré-adolescente, nerd e parcialmente alienígena.

Lunella Lafayette, o nome verdadeiro da pequena heroína, será amiga do Dinossauro Demônio, um tiranossauro vermelho já conhecido pelos leitores mais assíduos da Marvel. O dino estreou em 1978 em Devil Dinosaur e agora será reapresentado para uma nova geração de leitores.

Moon Girl and Devil Dinossaur

Moon Girl and Devil Dinosaur chegará às lojas dos Estados Unidos ainda neste ano, e mostrará uma garota ambiciosa que planeja estudar em grandes instituições, mas que se sente deslocada do restante da população por possuir parte alienígena em seu DNA. Sua amizade com o Dinossauro ajudará a menina a superar esses obstáculos, sendo essa a essência da história, que pretende atrair mais garotas e adolescentes para o universo dos quadrinhos.

"É realmente importante que o mainstream trabalhe com novas referências como essas", explica Natacha Bustos, artista do quadrinho, ao apontar que a diversidade de personagens no mundo das HQs ainda acontece com mais frequência na cena underground. Segundo ela, a intenção da Marvel é diversificar cada vez mais suas criações, o que vai aumentar a representatividade de seu público nas páginas dos gibis.

"Um número maior de leitores está procurando personagens com os quais eles possam se identificar, e acima de tudo, a Marvel tem o objetivo de fazer com que qualquer leitor seja capaz de transcender sua identidade e se ver em um espelho de entretenimento por 20 ou 30 minutos", conta a artista, que trabalhará ao lado de Amy Reeder e Brandon Montclare no roteiro de Moon Girl, junto com Emily Shaw na edição.

Moon Girl and Devil Dinossaur

Incluir mulheres e representantes de minorias sociais em quadrinhos não é somente uma questão política, mas também uma estratégia bastante recompensadora, economicamente falando. Em março deste ano, a venda de quadrinhos protagonizados por heroínas mulheres superaram os títulos com personagens masculinos.

Fonte: Entertainment Weekly