Snapchat cria categorias de conteúdo para atrair mais anunciantes

Por Redação | 23 de Novembro de 2015 às 15h21

O Snapchat começou recentemente seu movimento de monetização e, aparentemente, seu momento parece longe de chegar ao fim. Em uma nova mudança de seus sistemas, a empresa está criando categorias de conteúdo para seus anunciantes, como forma de segmentar um pouco melhor as propagandas exibidas e coloca-las à disposição de uma gama de usuários que possa se sentir mais atraída por elas.

Os bundles de audiência, como estão sendo chamados, funcionam através dos criadores de conteúdo já disponíveis na rede social. A partir de agora, como forma de direcionar melhor seus anunciantes, o time comercial do Snapchat passará a vender os espaços em pacotes, que devem se tornar mais atrativos para os anunciantes.

Por exemplo, ao adquirir espaço na categoria de “notícias”, as propagandas passarão a ser exibidas somente nos canais de nomes como Vice e CNN, nos quais também estão os usuários mais interessados nesse segmento. Já quem preferir o pacote de “cultura” terá suas propagandas mostradas ao lado de nomes como Warner Music, National Geographic ou People. Essa escolha também exclui a aparição em outros segmentos que não estão relacionados ao gênero escolhido.

A ideia é tornar o sistema de publicidade mais direcionado e atender a uma preocupação do mercado, que critica o Snapchat por não revelar estatísticas importantes para a publicidade, como taxas de conversão ou cliques. Tais parâmetros ainda não estão disponíveis como parte do novo mecanismo, mas pelo menos assim a rede social tenta entregar um sistema um pouco melhor para seus anunciantes.

Trata-se de dinheiro sobre dinheiro. Os canais de conteúdo disponíveis na aba Discover estão lá mediante pagamento, e agora o Snapchat descobre uma maneira de tornar esse sistema ainda mais rentável. Para uma rede social com mais de 100 milhões de usuários e base majoritariamente jovem, é claro que, mesmo tendo seus problemas, é uma iniciativa que tem tudo para funcionar.

Fontes: DigiDay, The Next Web

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