Publicitários processam Facebook por inflar visualização de propagandas

Por Wagner Wakka | 17 de Outubro de 2018 às 15h38
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Um grupo de publicitários está processando o Facebook sob a acusação de que a rede social oferece métricas erradas de retorno sobre anúncios. Eles informam que entraram em contato com o Facebook em 2016 para conversar sobre o assunto, mas que a empresa mantém o problema.

Segundo um processo registrado na corte federal da Califórnia em 2016, o grupo acusa a rede social de conduta injusta ao entregar números mais altos do que a realidade sobre visibilidade de suas propagandas. Ou seja, na visão deste grupo de publicitários, o Facebook estaria inflando os números de retorno de publicidade. Na época, o grupo mantinha o tom de “conduta injusta de negócios”.

O que acontece é que, nesta terça, eles resolveram ser mais incisivos informaram que o Facebook já sabia das irregularidades, principalmente para o cálculo de tempo de visualização de vídeos na plataforma, mas que falhou em apresentar dados reais por mais de um ano e não se mostrou interessada em resolver o problema.s

Junto disso, há anexo ao processo um conjunto de 80 mil documentos internos de revisões de páginas do Facebook que mostram que a empresa não tinha certeza sobre os números que oferecia a seus clientes.

Em resposta ao Wall Street Journal, o Facebook tentou se defender das acusações. “Sugestões de que, em qualquer caso, nós tentamos esconder problemas como este de nossos clientes são totalmente falsas. Nós contamos para nossos clientes sobre os ,erros que descobrimos e ainda atualizamos nossa central de ajuda para explicar o caso”, informou a assessoria. Com isso, a empresa já está se movendo para retirar a acusação.

Atualmente, a projeção do Facebook em termos de receita está na casa de US$ 27,8 bilhões, com aumento de 30% neste ano. Ou seja, a rede social não pode se dar ao luxo de não mostrar segurança com a sua plataforma.

Passado

A mudança a que a assessoria se refere é de 2016, quando o Facebook avisou a alguns de seus principais clientes que estaria superestimando o tempo médio de visualização dos vídeos em algo por volta de 60% a 80%. Contudo, o processo acusa a empresa de modificar os números para algo ainda mais fora da curva, entre 150% a 900%.

Na época, também, a empresa informou que tal erro não deveria afetar as cobranças de publicidade na plataforma, já que as métricas usadas para isso eram diferentes. O grupo responsável pelo processo, entretanto, acredita que há um interferência monetária sim, já que, ao receber bons resultados, os clientes são instigados a trabalhar cada vez mais com a plataforma.

Junto com o processo, ainda, há um documento de 2016 de um engenheiro do Facebook sobre as reclamações dos publicitários. No anexo, ele afirma que “de alguma forma, não houve progresso sobre o assunto por um ano” e aponta que não existiu nenhum trabalho de relações públicas para não gerar alarme desnecessário.

Fonte: Wall Street Journal

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