Publicidade online no Brasil deve gerar mais de R$ 6 bilhões em 2015

Por Redação | 05.05.2015 às 11:34

Uma pesquisa da consultoria E-Consulting revela que o mercado de publicidade online brasileiro deve movimentar, apenas neste ano, cerca de R$ 6,8 bilhões. O número representa um crescimento de 4,54% no segmento em relação ao ano passado. O aumento pode não ser tão significativo assim, mas representa uma estabilidade cada vez maior nesse setor, apesar da crise econômica pela qual o país passa no momento.

Segundo o estudo, esse montante virá, majoritariamente, de propagandas relacionadas a pesquisas, que devem movimentar cerca de R$ 4,4 bilhões. Os R$ 2,4 bilhões restantes ficarão com patrocínios e display, mostrando uma grande participação da publicidade direta, realizada com sites e personalidades, focando todo um público em vez de um trabalho direcionado e baseado em ferramentas automatizadas.

E, como não poderia deixar de ser, são as empresas de tecnologia, internet e telecomunicações que farão o maior investimento em inovação no campo da propaganda. Elas, sozinhas, representam 23% do total colocado nesse sentido, contra 18% da indústria de bens de consumo, 14% do setor financeiro e 13% do automobilístico. O segmento de varejo, normalmente na linha de frente em quesitos como este, aparece na quinta colocação, com 11%, e à frente das companhias de turismo, que acumularam 7%.

Junto com todo esse investimento e aumento nas receitas, porém, vem também um aumento na complexidade e pluralidade das campanhas online. Como elas deixaram de se concentrar em um único local e passaram a envolver não apenas sites, mas também vídeos e redes sociais, controlar todo esse portfólio se torna mais complicado, na mesma medida em que se transforma em uma preocupação maior para os anunciantes.

É justamente daí que vem uma das principais tendências do mercado publicitário identificadas pela E-Consulting, que cita a criação de plataformas para gestão integrada das campanhas como um dos principais destaques do período. A ideia, aqui, é criar ferramentas similares às que são usadas hoje para acompanhamento de redes sociais, mas que façam isso com a publicidade pulverizada em diversos serviços diferentes ao mesmo tempo.

Nesse ensejo, deve crescer também o relacionamento dos clientes com produtores de conteúdo, principalmente aqueles que trabalham em plataformas móveis, e também o uso de elementos sociais na propaganda. Aqui a consultoria destaca nomes como Terra, Globo.com e outros grandes portais, que utilizarão sua relevância no mundo do conteúdo para levar seus leitores a um maior engajamento por meio das redes sociais, atraindo mais cliques e, claro, tornando-se mais atrativos para os anunciantes.

Outra tendência identificada pelo estudo é a dos anúncios interativos, que trazem algo de diferente durante a navegação em uma página. Para a consultoria, os dias de banners estáticos e pop-ups estão contados e eles serão substituídos por anúncios digitais interativos e que se integram à navegação, mais uma vez, focando no engajamento da audiência e na fixação da marca.

Ao final do estudo, a E-Consulting aponta mais uma tendência que deve irritar os mais tradicionalistas: a saída dos investimentos da TV para o mundo online. Segundo a pesquisa, a ideia dos anunciantes é que, na internet, é possível racionalizar os gastos com publicidade e atingir de maneira melhor um público específico, enquanto as propagandas massificadas são maiores e mais generalizadas. Nesse ensejo, YouTube e Vimeo têm muito a ganhar, em um crescimento que deve ser ampliado ao longo dos próximos anos.

Fonte: E-Consulting