Publicidade mobile passa desktop e deve chegar a US$ 134 bilhões até 2018

Por Redação | 13 de Setembro de 2016 às 15h31

O grande alcance dos dispositivos móveis levará as verbas destinadas à publicidade mobile a atingir US$ 134 bilhões em 2018. De acordo com novo estudo, este valor fará com que a publicidade mobile supere as verbas destinadas às campanhas e ações em desktops. Somente em 2015, US$ 88 bilhões foram investidos em publicidade para dispositivos móveis.

O cenário de mudança no direcionamento de verbas para publicidade tem levado as campanhas em computadores de mesa a sofrerem perdas que nos próximos dois anos superará o prejuízo de jornais e revistas. Em todo o mundo, os gastos com publicidade direcionada a computadores sofreu uma redução de US$ 10,7 bilhões, segundo projeção trienal da Zenith, companhia de mídia do grupo Publicis. A queda na publicidade de jornais e revistas ficará em US$ 5 bilhões.

Para Jonathan Barnard, diretor de projeções da Zenith, a queda nas receitas publicitárias na mídia impressa foi causada devido ao aumento do investimento publicitário em computadores, com os efeitos mais graves sentidos entre 2011 e 2015. Já no caso da retração no investimento direcionado aos computadores, a publicidade destinada a dispositivos móveis foi o principal responsável desta queda. Quanto à publicidade televisiva, após cair 5% em 2015, Barnard afirma que a projeção para este ano é de crescimento de 15%.

"Há duas coisas acontecendo", conta Barnard. "Os consumidores estão mudando de comportamento muito rápido, e passam mais tempo usando aparelhos móveis e menos usando desktops. Mas os anunciantes também estão gastando mais na mídia social e em native advertising [modelo de mídia paga que acompanha a forma e função da experiência de usuário], e abandonando os anúncios em formato banner, porque eles são ineficientes e irritam os consumidores".

Segundo dados do fundo para empreendimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers, as marcas e empresas destinam grande parte de seus gastos com publicidade digital no Google e no Facebook. Ambas as empresas responderam por 75% das verbas gastas com anúncios online em 2015. Nos Estados Unidos, a porcentagem foi de 85% no primeiro trimestre de 2016.

Fonte: Financial Times

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