O papel científico na publicidade digital

Por Colaborador externo | 17 de Junho de 2015 às 08h34

Por André Palis*

Segundo pesquisa realizada pelo IAB (Interactive Advertising Bureau), a publicidade digital deve movimentar R$ 9,5 bilhões em 2015 e apresentar um crescimento de 14% em relação ao ano passado. Quando dividimos os investimentos por áreas, vemos que o segmento de buscas e classificados movimenta R$ 3,9 bilhões das verbas publicitárias, seguido por display e redes sociais (R$ 2,8 milhões), vídeos (R$ 811 milhões) e mobile (R$ 721 milhões).

Diante desse cenário, podemos afirmar que a criatividade deixou de ser um diferencial. Com o avanço tecnológico e a capacidade de mensurar uma grande quantidade de dados, a publicidade sobe mais um degrau e passa a ser um processo científico. Porque, em tempos de total interatividade, pouco adianta criar peças inovadoras e diferentes se elas não chegam onde precisam. O verdadeiro “goal” é a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento exato e, claro, com o menor custo possível.

As práticas que eram padrões de mercado, baseadas em algumas fórmulas já pré-estabelecidas, passam a dar espaço para a realização de testes periódicos, com foco em dados estatísticos e probabilidades, visando sempre o aperfeiçoamento de desempenhos das campanhas.

Para inovar de verdade e se manter no topo, as agências de publicidade precisam mudar sua visão na hora de contratar seus profissionais. Colaboradores que gostam de números e tabelas ou possuem intimidade com matemática e estatísticas agora são os mais desejados, especialmente porque as atenções se voltam para BI, Big Data e Search, justamente pela capacidade de proporcionar aos clientes análises aprofundadas e resultados mais eficientes nestas disciplinas.

Em poucos anos, engenheiros, cientistas da computação e profissionais de sistemas de informação serão os líderes nas ações de marketing digital. Isso deve se concretizar porque existe hoje, em todo o mundo, uma grande demanda por ações que apresentem resultados numericamente efetivos. Por isso, é preciso participar da mudança e não apenas acompanhar tudo de longe, fazendo uso de sistemas cada vez mais inteligentes que têm tomado conta do mercado publicitário no ambiente digital, ampliando o poder de decisão dos gestores de marketing e oferecendo um ROI ainda mais atrativo aos anunciantes.

*André Palis é sócio fundador da Raccoon, uma das maiores agências de marketing de performance do Brasil. Com uma carteira de clientes composta por marcas como Fast Shop, Discovery Channel, Connect Parts, EZTEC, Grupo Samba, Kabum e eFácil, a Raccoon oferece às marcas uma equipe composta por engenheiros, matemáticos e estatísticos que permitiram a Raccoon atingir um aumento de 20% na performance destes clientes em investimentos em marketing online. Com 30 pessoas compondo sua estrutura, a agência tem sua base operacional na cidade de São Carlos e escritório comercial em São Paulo.

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