O impacto dos carros autônomos no futuro da publicidade

Por Redação | 30 de Maio de 2016 às 18h58

Os carros autônomos já estão vindo aí. As estimativas da indústria automobilística dão conta de que nos próximos quatro anos teremos até 10 milhões de carros autônomos rodando nas ruas. E é claro que gigantes como a Apple e o Google já estão de olho nesse mercado há algum tempo, sendo que, inclusive, ambas já possuem projetos em andamento para desenvolver seus próprios veículos autônomos. Enquanto isso, o Uber já está testando a novidade em seu favor, e deve ser um dos primeiros serviços a utilizar o novo segmento de veículos nos próximos anos.

Na corrida pelo carro do futuro, o Google está saindo na frente. A empresa já investiu bilhões no projeto desde o princípio, e a pesquisa por uma tecnologia viável para veículos autônomos já vem sido explorada a anos pelo gigante de buscas. Mas a liderança da empresa nesse nicho de mercado pode ter outro objetivo final: tirar os motoristas do volante em busca de expor mais pessoas a conteúdos publicitários. Afinal de contas, antes de mais nada, a empresa de Mountain View é pioneira no mercado de propagandas.

Estudos revelam que os americanos costumam passar em média até 50 minutos por dia dirigindo. No fim das contas, o tempo extra exposto às propagandas significa mais lucro para o Google e para as companhias que investem em publicidade digital.

Confira alguns segmentos publicitários que podem ser seriamente afetados nos próximos anos com a chegada dos veículos autônomos:

Os outdoors podem desaparecer

Sem ninguém por trás do volante, os passageiros não devem mais prestar tanta atenção assim no que está à sua volta, se recolhendo aos seus smartphones ou ao bate-papo com outros passageiros. Os cartazes publicitários gigantes entram nessa lista. Se a indústria não encontrar uma nova maneira de atrair a atenção do público, essa categoria de propaganda pode estar fadada ao fracasso e consequentemente ao desaparecimento. Algumas empresas já investem em outdoors inteligentes, e é fundamental mudar para conseguir atrair a atenção do público.

E como ficaria a indústria do rádio?

O rádio já sofre constantemente com o crescimento desenfreado dos serviços de streaming de áudio. Até 2018, 60% dos carros vendidos no mercado devem contar com recursos de conexão, portanto a conta é simples: com ainda mais gente utilizando serviços como o Spotify no carro, o rádio pode estar perto do fim.

Apps mobile podem se tornar ainda mais populares

Mais tempo livre significa mais tempo para jogar ou usar outros aplicativos nos dispositivos móveis. Naturalmente, essa prática vai contribuir diretamente para mais oportunidades de publicidade no segmento mobile, e claro, vai gerar mais lucro e atrair ainda mais a atenção do público para os desenvolvedores.

Graças ao ambiente conectado nas ruas, serviços de transporte como o Uber vão crescer ainda mais, consequentemente gerando novas possibilidades para explorar novas categorias de oferta para o catálogo da empresa.

E tudo isso é só o começo! Apesar do impacto maior dos veículos autônomos ser na conveniência e maior segurança nas estradas, o futuro da tecnologia certamente vai interferir em alguns setores do mercado. Na próxima década, ou até em menos tempo, poderemos não ter mais acesso às rádios. Ver outdoors espalhados pelas ruas pode virar raridade. Seguindo o padrão da indústria, sempre que uma nova tecnologia surge, o restante do mercado deve se adaptar para não sofrer os baques da modernidade no futuro.

E quem discorda?

Via: Venture Beat

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