Publicidade em redes sociais deve chegar a US$ 500 milhões na América Latina

Por Redação | 29 de Maio de 2014 às 16h00

Um terço de toda a população da América Latina está conectada a pelo menos uma rede social. Para este ano, as expectativas do eMarketer são de que esse número salte para 227,4 milhões de pessoas e represente 68% dos usuários de Internet da região. Nessa mesma toada, também estão crescendo os gastos com publicidades em tais mídias, que em 2014 deve chegar – se não ultrapassar – à marca de US$ 500 milhões em investimentos.

O crescimento é impressionante e está na casa dos 9,1%, com previsão de aumento de mais 9,6% no ano que vem. A expectativa é que, em 2016, a marca já ultrapasse os US$ 600 milhões, levando em conta a evolução das próprias redes sociais que, cada vez mais, se posicionam como uma boa plataforma para anúncios principalmente nas plataformas mobile.

E, ao que tudo indica, é o Brasil que deve liderar essa onda. Como o maior país da América Latina, ele é também o que concentra a maior quantidade de usuários de redes sociais, um total que deve chegar a 76,4 milhões apenas por aqui. O segundo colocado, o México, está bem distante, com 47,2 milhões.

Por aqui é o Facebook quem manda. Do total de 208 milhões de usuários da plataforma em toda a América Latina, 70,5 milhões deles estão no Brasil, um número que representa um terço do universo de utilizadores da rede social e que torna o país como um dos grandes destaques nas políticas de publicidade online da empresa.

O Twitter está em segundo e também tem o Brasil como um grande parceiro. A expectativa da eMarketer é que a rede de mensagens curtas chegue a 28 milhões de perfis na América Latina até o fim de 2014, com 12,7 milhões deles sendo brasileiros (a metade). Tal número mostra a força da plataforma na região.

Não é coincidência que ambas as plataformas estão investindo fortemente em mecanismos de publicidade, principalmente no que toca a oferta de aplicativos por desenvolvedores e os métodos de exibição de anúncios em tablets e smartphones. Os mecanismos são diversos, desde vídeos que começam a ser reproduzidos automaticamente até tuítes patrocinados, tudo para levar mensagens dos anunciantes aos usuários e se aproveitar desse gigantesco universo de pessoas que todos os dias compartilha a vida em uma das principais redes sociais do mundo.

Mas nem tudo são flores por aqui. Como aponta pesquisa da Cocktail Analysis, os mercados emergentes da América Latina estão vendo uma ascensão bastante rápida do WhatsApp, que não é necessariamente uma rede social, mas é cada vez mais visto pelos usuários como uma das principais formas de trocar mensagens com os amigos.

No México, por exemplo, o aplicativo está presente em 45% dos smartphones, deixando até mesmo o Twitter para trás. É ele a principal solução citada, depois do Facebook, quando o usuário deseja entrar em contato com os amigos ou usar os dispositivos inteligentes como segunda tela enquanto assistem televisão ou eventos esportivos, por exemplo.

Essa aparentemente é uma tendência que, apesar de ser vista como positiva pelo Facebook, que é dono do app, não é muito interessante para o mundo da publicidade online. Pelo menos por enquanto, o WhatsApp ainda é um aplicativo pago e, sendo assim, não conta com propagandas. Caso o crescimento continue, parece óbvio que a empresa de Mark Zuckerberg vai alterar essa prática, mas, pelo menos por enquanto, o terceiro maior software de comunicação social da América Latina está longe de contribuir para as receitas de anúncios.

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