O mercado publicitário avançou. E agora?

Por Colaborador externo | 25 de Setembro de 2014 às 12h15

Por Guilherme Mamede*

A história da publicidade já é conhecida pela maioria das pessoas. Não é novidade a trajetória de evolução dos anúncios que um design em preto e branco impresso em panfletos e jornais foi se adaptando ao surgimento de novas possibilidades de mídia, como o rádio – a maior inovação da época. Nasciam, então, as famosas músicas que não saem da cabeça, os chamados jingles que, tempos depois, passaram a ser acompanhados por belas imagens, antes sem cores e agora em alta definição, nas televisões do mundo todo. Mas não paramos aí.

A veiculação de publicidade nesses tão variados canais também foi se adaptando às novas tecnologias, novas demandas, ao target e à oferta. Antes, os espaços eram mais escassos, porém havia poucos anunciantes e todo o setor de publicidade ainda não era bastante incipiente.

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Hoje em dia, tais espaços estão sendo cada vez mais explorados, com campanhas criativas, formatos inovadores e que saltam aos olhos de qualquer leitor, ouvinte, telespectador ou internauta. Após o surgimento e popularização da internet e da possibilidade de compra e venda pela web, o e-commerce, a publicidade impressa, de TV e rádio ficou conhecida como mídia off-line, ou mídia tradicional, dando espaço à nova mídia, a online.

Essas chamadas mídias online são espaços que, gradativa e rapidamente, vêm ganhando mercado em relação aos demais. Primeiro, por conta do alcance de público, por conta do aumento acelerado do acesso das pessoas à internet e segundo por conta do direcionamento mais assertivo que as campanhas podem ter. Tudo depende da estratégia traçada pelos profissionais de mídia e da criatividade empregada no anúncio, mas também vale ter em mente três dicas simples, mas valiosas, na hora de veicular as campanhas no ambiente online.

1. Pense no público alvo que a campanha deve atingir

Apesar de parecer óbvio, saber exatamente quem você quer impactar é o grande diferencial da publicidade na internet. Não adianta nada uma pessoa vegetariana visualizar 10 vezes o banner promocional de uma churrascaria. Por isso, é essencial que o target esteja muito bem definido antes de começar a procurar espaços para veicular a campanha ou de comprar a mídia. Além disso, entenda “target” como um perfil de público completo. Aquela velha segregação de faixa etária e classe social já está ultrapassada. Precisamos pensar muito além disso.

2. Procure profissionais que estudam o comportamento do público no ambiente online

As DSPs são especialistas no monitoramento do público na internet para venda de mídia programática. Com essa tecnologia, é possível fazer com que uma campanha de produtos naturais para consumo pós-treinamento físico, por exemplo, atinja especificamente as pessoas que frequentam academia e prezam pelo bem estar e saúde. Isso faz com que a sua verba de mídia seja infinitamente mais bem aproveitada, sem falar do retorno que ela trará em conversão e conhecimento de marca.

3. Invista em retargeting

Uma pesquisa recente realizada pela Convertion Academy, grupo americano dedicado a estudar o consumidor digital, aponta que um visitante recorrente tem três vezes mais chances de concluir sua compra. Ou seja, se um consumidor já acessou o site da sua empresa uma vez, visualizou um produto, mas desistiu, as chances de compra caso ele seja impactado novamente é bem grande. O mesmo acontece com quem quer impactar um consumidor que já buscou pelo seu site ou já acessou algum serviço que você oferece. Mas também é preciso saber fazer retargeting. Impactar a dona de casa que acaba de comprar uma geladeira, com banners do mesmo produto, é jogar dinheiro fora.

4. Aposte em vídeos

Atualmente, comprar mídia em vídeo pre-roll (os já pré carregados) tem gerado bons resultados, uma vez que a taxa média de cliques tem sido de 15%, fazendo com que os custos por clique fiquem abaixo dos 10 centavos. Usando esse recurso é possível captar um volume imenso de audiência e, em parceria com ações de retargeting, a estratégia fica bem mais assertiva.

Em resumo, as dicas são simples. Pense nestes três aspectos, contrate profissionais capacitados e utilize a possibilidade de segmentação e mensuração que só a internet pode proporcionar.

Bom trabalho!

*Guilherme Mamede é CEO e fundador da Melt DSP, plataforma de compra de mídia em tempo real.

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