O fim do horário nobre

Por Colaborador externo | 12 de Dezembro de 2014 às 16h00

*Por Stefan Schimenes

No mercado americano há uma estimativa de que em dois anos os gastos com publicidade digital devam superar a TV. No Brasil, a Internet já vinha sendo apontada, desde 2012, como a mídia mais consumida pelo público, frente à TV e ao jornal.

Passou o tempo em que duas ou três grandes emissoras de TV disputavam a audiência de milhões de brasileiros, principalmente entre os finais das tardes e as madrugadas. Antes, a TV por assinatura abriu uma disputa com os canais abertos e, mais recentemente, a Internet também passou a disputar a audiência do público.

Um estudo realizado recentemente pelo Google aponta que 30 milhões de brasileiros usam pelo menos três telas diariamente (televisão, computador e smartphone). Já um levantamento feito pela E.life, empresa de mercado e gestão de relacionamentos nas redes sociais, diz que 98% dos internautas estão conectados diretamente às mídias sociais. Quando se trata do fenômeno da segunda tela, 71% das pessoas utilizam a web enquanto assistem TV e 26% escolhem suas programações de acordo com os comentários que viram na internet.

De fato, a grande adesão dos brasileiros a smartphones, tablets e notebooks abriu um importante espaço para as marcas se aproximarem ainda mais dos seus consumidores, criando novos canais de exposição. Então, o novo desafio das empresas é atrair a atenção de seus consumidores, cada vez mais dispersos, mas bem informados e engajados.

Indicadores como o comportamento dos brasileiros nas redes sociais durante a Copa do Mundo em nosso país e as recentes eleições justificam uma preocupação entre os anunciantes de investir em conteúdos cada vez mais interessantes e diversificar formatos de publicidade e canais de comunicação com o seu público.

Falando-se em consumidor multicanal, fenômeno da segunda tela ou seja lá o termo que for mais utilizado no futuro próximo, o fato é que as marcas precisam estar atentas aos novos canais de comunicação e novas oportunidades de exposição.

Em época de planejamento dos investimentos publicitários e de marketing para o próximo ano, é importante lembrar da necessidade desta presença ampla e de campanhas cada vez mais impactantes.

* Stefan Schimenes é empreendedor serial e cofundador da Cazamba, empresa de customização de publicidade online.

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