Fingerprinting: nova tecnologia da publicidade promete acabar com o spam

Por Redação | 22 de Julho de 2013 às 15h25
photo_camera Corbis

Nas últimas semanas, o espanto dos internautas foi geral quando o escândalo do PRISM, que diz respeito ao monitoramento das atividades online pelo Governo norte-americano, estourou. Na verdade, não é só por eles que somos “espionados” diariamente. O uso de cookies em navegadores há tempos é um forte aliado da publicidade. Com isso, é possível descobrir os hábitos e gostos dos internautas e direcionar a eles as propagandas que têm mais chances de serem consumidas.

Entretanto, os cookies já estão ficando ultrapassados e já não servem mais como antes. Os navegadores permitem aos usuários bloquear cookies, por exemplo, e, no mobile, eles nem existem mais. Assim, foi preciso pensar em uma nova forma de capturar dados dos internautas para dar continuidade ao marketing digital.

A tecnologia da vez é o “fingerprinting” (impressão digital, em inglês), uma forma de usar plugins e softwares instalados no computador e no smartphone para fornecer dados como o tamanho da tela que você usa, o fuso horário em que você está e diversas outras características do aparelho. Juntos, todos esses detalhes formam uma espécie de impressão digital única, o que possibilita identificar você na web com mais facilidade, enviando propagandas mais certeiras e evitando o spam.

Talvez a maior vantagem da impressão digital é que, por mais que algumas dessas individualidades citadas mudem, o conjunto não se perde, pois é simplesmente atualizado - diferente do que acontece com os cookies, que são temporários e que podem facilmente ser apagados.

A propaganda certeira

Conforme conta a Forbes, a empresa norte-americana AdStack conseguiu uma forma bastante curiosa para otimizar o email marketing. É possível enviar uma mensagem para um usuário e seu conteúdo só é definido na hora em que ele abrir.

Caso seja a campanha de um restaurante, por exemplo, a oferta mostrada pode ser do almoço ou do jantar, conforme a hora em que o usuário abrir o email. Para eles, tão importante quanto o produto, é criar um contexto que o torne interessante para o consumidor – algo que definitivamente não acontece com mensagens de spam.

Para o CEO da empresa, Evan Reiser, a controvérsia sobre privacidade na web sempre irá existir. Contudo, ele acredita que, se isso for usado para transformar o conteúdo da publicidade mais relevante, essa suposta quebra de privacidade pode ser algo bom. E partindo do princípio de que serviços e sites na web só conseguem ser gratuitos para os usuários devido ao sistema de publicidade, não é de se esperar que haja grande estardalhaço devido à privacidade dos dados.

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