Facebook aumenta suas apostas no mercado de publicidade em vídeo

Por Redação | 27 de Março de 2015 às 18h45

Nesta semana o Facebook realizou a sua conferência anual para desenvolvedores, a F8. Dentre os anúncios realizados pela empresa durante o evento, um em especial pode mexer com o Google: a rede social de Mark Zuckerberg lançou alguns recursos que podem competir com o YouTube e com o DoubleClick for Publishers (DFP), o conjunto de ferramentas desenvolvidas pelo Google para ajudar editores a acelerarem as operações de anúncios digitais.

As novidades da rede social incluem vídeos incorporáveis e recursos avançados do LiveRail, uma plataforma que oferece a publicitários e editores de vídeos online uma forma diferente de enviar e rentabilizar as produções que são publicadas na internet. O Facebook comprou a startup LiveRail em julho de 2014.

Dados divulgados mostram que, atualmente, alguns anúncios do Facebook são até seis vezes mais caros do que os do YouTube. Paul Sweeney, analista de mídia da Bloomberg, explicou essa discrepância de preços: "anúncios no Facebook são taxados como premium para o YouTube, porque eles são mais direcionados. Anunciantes podem segmentar seus anúncios nos feeds de notícias do Facebook para atingir usuários que atendam ao perfil desejado". Isso quer dizer que o Facebook pode cobrar caro por oferecer um acesso tão direcionado e específico ao público-alvo dos anunciantes.

O volume de acessos também influencia na precificação de anúncios de vídeo no Facebook. A métrica de custo nesses casos é feita por meio da contagem de minutos visualizados pelos usuários, e não pelo tradicional CPM (custo por mil impressões). Quando as pessoas pulam anúncios, ocorre uma redução no total de minutos visualizados, algo que também influencia no preço a ser pago pelo anunciante.

Recentemente, o Facebook também aumentou a sua performance em termos de visualizações de vídeos em comparação com o YouTube, conforme aponta um estudo da comScore.

A combinação entre a mudança de algoritmo do Facebook para a aparição de vídeos no feed de notícias e a aquisição da LiveRail implicou em 13,5 bilhões de views apenas em janeiro de 2015, enquanto o YouTube fechou o mesmo mês na casa dos 12,5 bilhões de views. O usuário médio do Facebook assiste a 107 vídeos por mês, em comparação com 76 do Google/YouTube.

Apesar de todos esses números, não podemos esquecer que o Facebook e o YouTube têm propósitos diferentes: o Facebook funciona como uma plataforma de descoberta, enquanto o YouTube funciona como um repositório de conteúdo.

Além disso, a funcionalidade de pesquisa do YouTube ainda está bem à frente do Facebook, e a plataforma do Google também oferece mais oportunidades para que os criadores de conteúdo também ganhem dinheiro com anúncios. De qualquer forma, o Google com certeza já deve estar de olho nessa movimentação do Facebook no mercado de anúncios de vídeo.

Fonte: Business Insider

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