Reuters e CNN criam grupo de publicidade online para combater Google e Facebook

Por Redação | 20 de Março de 2015 às 08h54

A Reuters e a CNN estão cansadas do domínio do Google e Facebook no ramo da publicidade online e decidiram lançar sua própria iniciativa para fazer frente neste segmento do mercado. Batizada de Pangaea, a iniciativa será uma coligação de grandes portais, jornais e agências de notícias que pretendem unir seus esforços e números para vender propaganda para grandes clientes.

Também fazem parte do grupo nomes como The Economist, Financial Times e The Guardian. Juntos, eles pretendem vender espaços de anúncios integrados em toda a rede, fazendo uso da gigantesca audiência somada entre eles e entregando comerciais a aproximadamente 110 milhões de leitores ao redor do mundo diariamente.

Apenas o nome da iniciativa já é uma afronta. Pangaea, ou Pângea em português, é o continente único que existia há 300 milhões de anos que começou a se quebrar e afastar para compor a organização geográfica que conhecemos hoje. A ideia é exatamente essa – todos os grandes se juntando em uma única plataforma, de forma a aliar seus números em prol de ganhos em comum.

O lançamento da iniciativa acontece já no próximo mês, mas ainda em estágio Beta e ao lado da Rubicon Project, uma companhia de publicidade online que vai fazer a aplicação da tecnologia e a entrega das propagandas. Um time central, mas espalhado ao redor do mundo, será responsável pela venda dos espaços para os clientes.

Quando a plataforma finalmente for lançada, em data ainda desconhecida, porém, ela terá sua própria equipe de desenvolvimento e vendas. A ideia é criar uma plataforma independente, que possa atender aos interesses de cada membro do grupo de forma individual e, na mesma medida, entregar formas de se trabalhar que sejam benéficas para todos.

Segmentação de audiência

A ideia da Pangaea é separar o público em diferentes grupos, não apenas por características como idade e gênero, mas também gostos pessoais e hábitos. Na central de controle que estará disponível para todos os clientes, será possível adquirir campanhas voltadas para “viajantes frequentes”, por exemplo, com gente que viaja bastante e pode ter negócios em outros países, ou gente de gosto especializado que acessa apenas os noticiários de tecnologia ou esportes.

Para os responsáveis pela plataforma, isso é essencial em um universo tão gigantesco de pessoas e leitores de diferentes veículos, com interesses nem sempre em comum. É por isso mesmo que os envolvidos desejam ir devagar, conhecendo o terreno e aplicando as inovações e experiência aos poucos, de forma a não correr muitos riscos nem assustar o mercado.

Essa dinâmica vai valer também para a divulgação de informações e, principalmente, para o faturamento do grupo, cujas expectativas iniciais são modestas, com um aumento de apenas 3% nas rendas de publicidade no primeiro ano de operação do Pangaea. De 2016 em diante, o objetivo é escalar essa montanha aos poucos, mas com movimentos cada vez mais amplos e que, a cada novidade, ampliem em proporção geométrica os ganhos e a relevância da rede.

Com informações do Business Insider

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