Brasil representa mais da metade do mercado publicitário da América Latina

Por Redação | 01 de Outubro de 2014 às 09h58

Como o maior país da América Latina, o Brasil continua no topo quando o assunto é o mercado publicitário. De acordo com pesquisa publicada pela eMarketer, nosso país, sozinho, é responsável por 51,4% de todo o gasto da região com anúncios. Em 2014, serão US$ 20,43 bilhões, em relação a US$ 39,67 bilhões que serão investidos na soma de todas as nações.

E essa é uma tendência que deve continuar a existir ao longo dos próximos quatro anos, com o Brasil permanecendo no topo e concentrando um market share ainda maior. Até 2018, a perspectiva é que os gastos com publicidade cheguem a US$ 56,24 bilhões, sendo que mais de 52% disso tudo, ou US$ 29,5 bilhões, serão investidos por aqui.

Pesquisa emarketer

Apesar do crescimento contínuo, o cenário apresentado pela eMarketer para a América Latina apresenta um quadro mais ou menos estável. Apesar do crescimento de dispositivos móveis e publicidade online, a televisão deve continuar a ser o meio de comunicação predominante na América Latina. No ano passado foram 62% e, apesar de apresentar uma ligeira queda, a TV continuará com 60,2% em 2016.

O pouco espaço que está sendo perdido pela tela mágica vem sendo engolido pelas músicas digitais. A pesquisa considera a internet como um todo e inclui não apenas os anúncios feitos em sites, mas também as receitas de aplicativos e soluções mobile. Mesmo com todo furor e crescimento contínuo, em 2016 esse meio contará com apenas 8,9% de toda a receita publicitária da região, ficando atrás até mesmo dos jornais, que têm 16,2%.

Para a eMarketer, esse total baixo para a publicidade online em relação ao cenário completo tem um motivo: a penetração da internet por aqui ainda é bastante baixa. As estimativas do instituto apontam que apenas 54,4% da população total do território conta com acesso à rede em banda larga, um total que deve crescer para 65,5% em 2018. Em 2014, são 330 milhões de pessoas conectadas, sendo que um terço delas mora no Brasil.

É pouco na comparação com Estados Unidos e Europa, os grandes concentradores de verba publicitária, que terão 82,9% e 73,3% de sua população, respectivamente, conectada no mesmo período. Além disso, há um problema de divisão aqui, no qual boa parte dos usuários conectados da América Latina são moradores de grandes cidades e/ou jovens. Eles passam de 16 a 18 horas por semana acessando a rede, um tempo que também vem aumentando.

Sendo assim, fica fácil perceber porque, para muitas empresas de mídia, a televisão continua sendo o melhor meio de atingir as massas e o principal destino de verba publicitária. Não que essa realidade seja diferente na América do Norte ou Europa, mas, por lá, os meios digitais e mobile vêm ganhando cada vez mais espaço na cabeça dos usuários e anunciantes, enquanto que por aqui esse movimento ainda acontece a passos de tartaruga.

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