Anúncios em dispositivos móveis crescem 145% no primeiro semestre

Por Redação | 16.10.2013 às 13:24

Os anúncios em dispositivos móveis cresceram nada menos que 145% na primeira metade do ano de 2013, indicando que grandes empresas estão apostando cada vez mais nestas plataformas.

Anúncios mobile são aqueles pequenos banners, algumas vezes irritantes, que aparecem no meio de um aplicativo que você está tentando usar no seu smartphone. E eles geram bilhões de dólares para a economia e vêm crescendo cada dia mais.

Em alguns países desenvolvidos, os acessos à internet em smartphones e tablets já superam os acessos em desktops, e esses anúncios são o que sustentam serviços online e apps que você não está disposto a pagar – e acaba pagando indiretamente com seus olhos.

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No entanto, os anúncios em dispositivos móveis são bem mais baratos do que anúncios em papel ou mesmo em desktops, o que torna muitas vezes difícil monetizar aplicativos ou sites. Em média, um anunciante paga apenas 75 centavos de dólares para cada mil vezes que um anúncio é exibido em dispositivos móveis, o que é chamado de CPM (Custo Por Mil impressões). O CPM em anúncios Web em desktops é de US$ 3,5, enquanto mil impressões em papel podem custar até US$ 100.

O motivo é bem simples, na verdade: em telas pequenas, o anunciante tem menos espaço. Com um mini-banner, é mais difícil colocar informação e chamar a atenção do usuário. Além disso, em smartphones e tablets os anúncios são mais irritantes, pois ocupam um bom espaço da tela, enquanto em desktops os sites podem ser bem adaptados para que os anúncios se encaixem no layout.

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Ainda assim, os anúncios mobile estão crescendo em ritmo muito acelerado e já chegaram a gerar mais de 3 bilhões de dólares em receita no primeiro semestre. Este crescimento se deve aos anunciantes encontrando formas melhores de exibirem seus anúncios, mas principalmente ao maior número de pessoas usando smartphones e tablets, enquanto as vendas de desktops continuam em queda.

Você pode ficar feliz com isso. Quanto mais anúncios nesses dispositivos, mais aplicativos e serviços gratuitos devem surgir e mais sites independentes poderão continuar a oferecer um bom conteúdo para você.