Antes desconhecidas, empresas chinesas de mídia digital atacam o Ocidente

Por Redação | 09 de Dezembro de 2014 às 14h02

As inovações e o crescimento da China no mercado digital podem não dar as caras deste lado do mundo, mas apenas em seu país, são suficientemente fortes para fazerem com que empresas figurem entre as maiores do mercado global. É o que mostra um novo relatório da consultoria Strategy Analytics, publicado pelo Telegraph, afirmando que, das dez empresas que mais faturaram com marketing digital no primeiro semestre de 2014, quatro são asiáticas.

Nomes como Tencent, Baidu e Sina, totalmente desconhecidos até dois anos atrás, começam a ganhar espaço e figurar lado a lado com nomes como Amazon, Yahoo e Google. A gigante das buscas, claro, continua sendo a líder indiscutível desse mercado, com mais de um terço do total de US$ 85,9 bilhões gerados pelo segmento nos primeiros seis meses do ano. A segunda colocada, Amazon, ficou com US$ 10,3 bilhões.

Pesquisa marketing digital

Mas é na terceira e quarta posições que as coisas começam a mostrar sinais de mudança. Aqui, Facebook e Tencent – uma holding que possui empresas de mídia, entretenimento e jogos, entre outros produtos – empataram com uma fatia de US$ 5,4 bilhões cada. Ela também é uma das companhias com crescimento mais rápido nesse setor, com 42,6% de aumento em seu faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

Falando em crescimento, o título de empresa que mais aumentou seus lucros em 2014 também foi para a China. Estamos falando da Qihoo, que apesar de não figurar entre as dez mais em termos de faturamento bruto, foi capaz de melhorar sua posição em 123% desde 2013. Para se ter uma ideia, o número é maior que o do Twitter, com alcance global e crescimento de 121% em relação ao primeiro semestre de 2013.

Pesquisa marketing digital

Além de um claro aumento no interesse e uma maior abertura do governo chinês quanto à internet e os jogos online, a Strategy Analytics cita um movimento intenso de consumo como um dos principais fatores para todo esse crescimento. A consultoria usa como exemplo o Singles Day, um dia de ofertas proposto pela gigante do e-commerce Alibaba, e que gerou US$ 9,3 bilhões em ganhos para o comércio. Em comparação, estima-se que os consumidores americanos tenham gastado “apenas” US$ 1,5 bilhão na última Black Friday.

E boa parte dessas empresas está, pouco a pouco, fincando suas garras no Ocidente, o que pode, no futuro, representar uma ameaça real para os grandes figurões do setor. O Baidu já está por aqui, associando sua marca a sites de downloads e serviços, enquanto o Alibaba realizou, recentemente, a maior abertura de ações de uma empresa de tecnologia já feita na Bolsa de Nova York.

A distância de Google e Amazon em relação às concorrentes chinesas pode ser enorme. Mas, para analistas, esse é um abismo que se tornará cada vez menor a cada ano e a previsão é que, em dois ou três anos, elas comecem a querer competir em pé de igualdade com alguns dos principais nomes do mercado ocidental.

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