A grande transformação no mercado online: publicidade nativa

Por Colaborador externo | 28 de Outubro de 2014 às 16h00

Por Sergio Sacchi*

Ao ler uma matéria no site colaborativo Buzzfeed sobre acessórios tecnológicos, me dei conta que a marca que patrocinava aquele assunto já estava na minha cabeça há alguns minutos, desde que aquela matéria chamou minha atenção.

O exemplo da Norton patrocinando a matéria na Buzzfeed é um dos casos de sucesso na recente publicidade nativa, depois de anos do cansativo e entediante publieditorial, que verdade seja dita, ninguém mais lê.

Ainda presos aos incrivelmente chatos banners, super banners, expansíveis e tantos outros formatos de display advertising, temos uma agradável brisa de mudança com a publicidade nativa: a diminuição da intrusão, a neutralidade e discrição da exposição da marca – já que a integração desta com o próprio conteúdo da matéria já entrega grande valor para a marca.

Porém, nem tudo são flores neste novo e nada óbvio modelo de publicidade – muitas marcas ainda não entendem esta integração entre conteúdo e publicidade – e os benefícios para o Rei: o usuário. Afinal, é ele quem decide o futuro das marcas e produtos, e fazê-lo gostar de uma publicidade é uma mudança maior do que imaginamos.

Mas o que faz este modelo ser tão promissor e festejado pelos experts da indústria de publicidade? Uma das qualidades que faz com que este formato seja tão atraente é a sua capacidade de engajar o usuário.

O respeito do consumidor por este formato abre perspectivas de um futuro rico e brilhante para este modelo. O mercado americano (e-Marketer) prevê um salto de 3.1 em 2014 para 5 bilhões de dólares em 2017 com investimento em native advertising. Guardadas as devidas proporções de números entre Brasil e EUA, certamente podemos esperar grande transformação por aqui também.

É interessante notar que os veículos precursores desse tipo de publicidade foram sites de modelo colaborativo, como Buzzfeed, Forbes, The Washington Post e Huffington Post. O jornalismo colaborativo se pauta no pressuposto de que o público também é provedor de conteúdo. Assim, uma empresa – considerada por lei uma pessoa jurídica – também é convidada a participar na produção de informação que beneficie o seu público.

A publicidade nativa não é apenas um novo formato para a propaganda. Trata-se, também, de um novo modelo de negócios para o mundo do jornalismo. É bom ficar aberto a novas oportunidades.

*Sergio Sacchi é presidente do Torcedores.com, plataforma de conteúdo esportivo colaborativo.

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