Usuários com bateria acabando podem pagar até dez vezes mais, diz Uber

Por Redação | 20 de Maio de 2016 às 16h45
photo_camera Divulgação

Entre as informações de seu smartphone recebidas pelo Uber está uma que pode até não ser de interesse da plataforma, mas serviu para que ela estabelecesse um padrão de comportamento. De acordo com a empresa, usuários que estão com a bateria acabando — com 10% ou menos de capacidade — são capazes de aceitar valores mais altos de corrida, chegando a pagar até dez vezes mais pelo serviço.

A informação foi dada por Keith Chen, diretor de pesquisa econômica do Uber. De acordo com ele, a pouca quantidade de carga restante é o fator que mais leva os usuários a aceitarem valores mais altos. O motivo, entretanto, é simples: como a bateria está acabando, pode simplesmente não ser possível esperar um pouco pela redução nas tarifas, então, o utilizador acaba aceitando o que o serviço lhe entrega naquele momento.

Por outro lado, apesar de observar essa métrica de forma bem clara, Chen deixa claro que ela não é utilizada de maneira alguma para regular os preços correntes. O executivo garante, por exemplo, que dois usuários verão sempre exatamente o mesmo multiplicador de tarifa caso tentem obter um carro no mesmo horário e região, independentemente da quantidade de bateria restante em seus dispositivos.

O algoritmo que regula as tarifas do Uber leva diversos fatores em consideração, mas não este. Entram em jogo, por exemplo, a quantidade de veículos disponíveis e o trânsito em uma determinada região, além do horário, ruas bloqueadas, protestos ou condições climáticas. A ideia por trás do aumento de preço não é simplesmente cobrar mais dos usuários, mas, sim, tornar certos lugares e situações mais atrativas, fazendo com que mais motoristas se tornem disponíveis no serviço, levando o multiplicador para baixo.

Com base nos números, o Uber também foi capaz de chegar a outras conclusões. Seus usuários, por exemplo, são mais propensos a aceitar multiplicadores quebrados, tipo 2.1, do que redondos, uma vez que isso também indica a participação do algoritmo, e não uma subida deliberada. Totais exatos, ainda, deixariam os utilizadores mais frustrados com o aumento de tarifa e são vistos como menos confiáveis dentro da plataforma. Mais uma vez, segundo Chen, essa é uma métrica que não se aplica na definição de valores para corridas.

Fonte: NPR

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