Uber compartilha dados de 14 milhões de usuários com o governo dos EUA

Por Redação | 12 de Abril de 2016 às 20h03

O Uber lançou nesta terça-feira (12) seu primeiro relatório de transparência, seguindo os passos das gigantes de tecnologia nos Estados Unidos. Nele, a empresa detalha as informações compartilhadas com o governo dos Estados Unidos, o que inclui dados sobre os motoristas e usuários da plataforma.

Entre os meses de julho e dezembro do ano passado, o aplicativo de transportes enviou para as autoridades e agências regulatórias norte-americanas dados de mais de 14 milhões de usuários da plataforma.

O Uber usou a divulgação dos dados para ir contra a fiscalização regulatória, dizendo em um post do Medium que reguladores como a Comissão Pública de Utilidades da Califórnia frequentemente requerem muito mais dados do que é necessário e que podem algumas vezes comprometer a privacidade dos usuários.

No post, a empresa explica: "Em muitos casos, eles enviam pedidos sem especificações e não explicam por que a informação é necessária ou como será utilizada. E enquanto esse tipo de dados gerais não incluem informações pessoais, ele pode revelar padrões de comportamento – e é mais do que as reguladoras precisam parar fazer seu trabalho. Esperamos que nosso relatório de transparência trará abertura para discussões sobre o tipo e quantidade de informações os serviços regulatórios devem pedir e sob quais circunstâncias".

O Uber entende que os usuários da plataforma são afetados pessoalmente quando a companhia é requisitada a entregar coordenadas GPS específicas de início e término de corridas.

Essa não é a primeira vez que o Uber tem problemas com a Comissão Pública de Utilidades da Califórnia. Em janeiro, a CPUC multou o Uber em US$ 7,6 milhões por não entregarem dados sobre carros acessíveis e números de corridas efetuadas. O Uber pagou a multa, mas deve recorrer.

A plataforma de transportes deve continuar a lançar relatórios de transparências sobre agências regulatórias a cada seis meses, e ela espera expandir os relatórios para incluir informações de fora dos Estados Unidos, um porta-voz confirmou.

Via Tech Crunch

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