Trump vai adiar novas tarifas de eletrônicos da China para dezembro

Por Natalie Rosa | 13 de Agosto de 2019 às 16h35
Reuters

As propostas de tarifas de importados da China para os Estados Unidos serão adiadas, segundo informações do governo de Donald Trump no início desta terça-feira (13). Em comunicado, o escritório representante do comércio do país disse estar avançando nos planos de aplicar uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões de produtos chineses, mas que algumas questões exigem o atraso.

Neste mês, Trump já havia revelado que as negociações com a China estavam estagnadas, com tarifas programas para o dia 1º de setembro. Além disso, na nova lista, alguns produtos com base na saúde, segurança nacional e outros fatores, ficariam de fora.

Com a nova decisão, ficam suspensas, então, para até o dia 15 de dezembro, tarifas para smartphones, notebooks, consoles, brinquedos, monitores de computador, entre determinados itens de roupas e calçados.

Imagem: Reprodução

A prorrogação das tarifas traz um certo alívio para grandes fabricantes como a Apple, que chegou a pedir a isenção do aumento para o governo, sem sucesso. Com a aplicação, o preço final dos iPhones pode chegar a um aumento de 10%.

Curiosamente, apenas cinco minutos depois do anúncio do governo dos Estados Unidos sobre o atraso na aplicação das tarifas, as ações da Apple cresceram em mais de 5%. O aumento acaba sendo, na verdade, uma recuperação, visto que houve a queda desta mesma porcentagem na semana passada, quando a China desvalorizou a sua moeda como resposta à decisão de aumento das taxas.

O governo norte-americano publicou uma lista com os bens que serão afetados pelos aumentos a partir do dia 1º de setembro a 15 de dezembro.

Fonte: The Verge, 9to5Mac

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