Transações com mobile banking cresceram 138% em 2015

Por Redação | 31 de Maio de 2016 às 19h15

A Federação Brasileira de Bancos divulgou, nesta terça-feira (31), que o mobile banking teve crescimento de 138% no Brasil em relação a 2014. Dados apontam ainda que 33 milhões de contas tinham o recurso de mobile banking em 2015, alta de 32% em relação ao ano anterior.

O estudo contou com a participação de 17 bancos, que representam 93% dos ativos do setor no país, e revela que o mobile banking é o segundo canal preferido pelos clientes para transações bancárias: sua participação no total das operações passou de 10%, em 2014, para 21% no ano passado.

“O número de transações via mobile banking cresceu mais de 100 vezes desde 2011. É um avanço expressivo”, afirma Gustavo Fosse, diretor Setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN. De acordo com a pesquisa, as transações bancárias feitas por internet banking e mobile banking ultrapassaram mais da metade do total, atingindo 54%. O internet banking foi o canal responsável pelo maior número de transações no ano passado, com 33% do total – o equivalente a 17,7 bilhões de operações bancárias. As contas com internet banking saltaram de 56 milhões, em 2014, para 62 milhões, em 2015, segundo o levantamento.

“O crescimento do uso de canais digitais tem sido impulsionado por alguns fatores. O primeiro deles está relacionado à indústria, já que os bancos têm funcionado como um importante indutor em inovações tecnológicas, preocupando-se cada vez mais em trazer comodidade aos seus clientes”, afirma Fosse. “Outro fator diz respeito ao acesso à internet no Brasil, que cresceu nesse último ano e já está acessível para 56% da população“, complementa. “O uso de smartphones também tem alavancado esse aumento; se olharmos o cenário global, estamos acima da média mundial, que é de 37%.”

Apesar do crescimento dos canais digitais, os pontos físicos e outros canais de atendimento continuam desempenhando um papel importante no atendimento aos clientes bancários. Segundo o estudo, o total de transações realizadas em agências bancárias, POS (pontos de venda no comércio), ATM (autoatendimento) e correspondentes foi de 23,6 bilhões, o que representa 45% do total.

O estudo revelou também que, em 2015, as unidades físicas sofreram uma ligeira queda. No caso das agências, o total registrado em 2015 foi de 22,9 mil, contra 23,1 mil no ano anterior. O total de PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registrado pela pesquisa foi de 45,5 mil, em 2015, ante 51 mil, em 2014. Já os correspondentes passaram de 346,5 mil, em 2014, para 293,8 mil em 2015.

“Esses ajustes estão relacionados a três principais fatores: à conjuntura econômica vivida pelo país, que culminou no fechamento de uma série de estabelecimentos; à política de eficiência operacional de alguns bancos, que optaram por realizar uma revisão para solucionar sobreposições de pontos de atendimento existentes; e à própria diversificação dos canais de atendimento”, completa Fosse.

Investimentos em TI

O estudo trouxe ainda importantes dados sobre investimentos em tecnologia. Mesmo em um cenário econômico desafiador, os bancos brasileiros continuam investindo em TI. Em relação às 10 maiores economias, o Brasil ocupa, com base na proporção do PIB (Produto Interno Bruto), o 7º lugar em gastos com tecnologia da informação no setor bancário, e é o país entre os BRICs que mais investe em TI proporcionalmente ao tamanho da economia.

De acordo com a pesquisa, os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 19,2 bilhões em 2015. Desse total, 44% foram destinados a software, 35% a hardware, e 20% a telecom. No Brasil, o setor bancário é responsável por 13% dos investimentos e despesas feitas em tecnologia da informação, mesmo percentual que a estatística mundial.

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