Transações bancárias via web e mobile já representam 52% do total no Brasil

Por Redação | 15.04.2015 às 09:46

Cerca de 52% das transações bancárias realizadas no Brasil no ano passado aconteceram via dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e via web. O diretor do setor de tecnologia e automação da Febraban, Gustavo Fosse, afirma que "os canais digitais se consolidaram de vez".

O uso do internet banking através de dispositivos móveis cresceu de 6% para 12% do total de transações bancárias em apenas um ano. Na web, esse procedimento teve um aumento de 17%, mas mantendo o mesmo patamar no volume absoluto, sendo 41% dos negócios realizados em bancos brasileiros.

Para Fosse, mesmo com uma evolução significativa, uma grande parte destas transações não envolve movimentação financeira. Apenas 4% são feitas em dispositivos móveis e 18% na internet. Ele acredita que o uso dos canais digitais ainda tem muito espaço para crescer.

“O transacional não financeiro pode ser feito na hora que o cliente quiser e precisar. E, obviamente, vou fazer isso naqueles canais que me dão mais conveniência. Mas quando olhamos para os números absolutos, esse volume é muito grande. Vai chegar próximo ao ATM em breve”, relata.

O executivo também afirma acreditar que as movimentações financeiras feitas pela internet e por dispositivos móveis poderão superar os canais tradicionais em um futuro próximo. Fossa comenta que "muitos clientes ainda não usam essas ferramentas para fazer o relacionamento com as instituições financeiras", mesmo com o crescimento do número de usuários de smartphones.

A pesquisa realizada pela Febraban mostra que os principais bancos brasileiros gastaram cerca de R$ 21,5 bilhões em tecnologia da informação e telecomunicações em todo o decorrer de 2014. No ano anterior, 2013, foram R$ 20,8 bilhões.

Deste total, 43% dos recursos aplicados em TIC pelas instituições foram destinadas a hardware, 39% dedicados para software e 17% para telecom. A organização espera que os gastos com tecnologia pela vertical mantenha a taxa de evolução em cerca de 6% apresentados ao longo dos últimos cinco anos.