Sem saber, Microsoft indicou um novo rumo para smartphones

Por Redação | 25 de Junho de 2016 às 19h30

Usar um aplicativo hoje envolve uma sequência de ações que variam muito pouco. Clicar no ícone que está em uma grade retangular, fazer uso do app e voltar para a tela inicial. É difícil imaginar o uso de smartphones sem essa interface, até nos sistemas operacionais que estão por vir, como o possível OS da Huawei ou o Tizen da Samsung. A Microsoft, no entando, foi a primeira que tentou desconstruir essa interface e apresentar algo novo com a primeira versão do Windows Phone em 2010.

Embora ainda opere com download de apps e os organize em uma lista, o Windows Phone apostou na fluidez da informação. A proposta era ter um emaranhado de informação que pudesse ser apresentado de diferentes formas, por exemplo, abrir uma mensagem de texto, ir para a agenda de contatos, passar para o email e ter a chance de voltar para a mensagem de texto original. Ainda que não tenha sido um sistema totalmente novo, certamente foi um distanciamento do universo que estava mais consolidado.

A "mancada" da Microsoft foi, no entanto, disparar antes da hora certa. Enquanto os usuários estavam se apegando aos smartphones com as grades de aplicativos, a empresa tentou conquistá-los com algo tão revolucionário. A saída foi dar uns passos para trás e substituir os live tiles, blocos que apresentavam informações dos apps em tempo real, por ícones de aplicativos como é visto nos outros sistemas.

Com o cartucho queimado, a Microsoft acabou passando a vez para o Google ou a Apple apresentarem alguma nova forma de interface em smartphones quando o conceito atual ficar velho. A pergunta que fica é, o que poderá vir?

Um possível palpite é que os comandos por voz sejam de alguma forma o futuro dos smartphones. Recentemente, na WWDC, a Apple apresentou o novo iOS 10 com uma Siri mais potente, que também será levada ao MacOS e possivelmente ao Apple Watch.

Com mais interações por voz, os aplicativos precisarão ser adaptados para uma maior integração, de modo que haja mais conexões entre eles em uma nova interface fluida e acessível. Parece que a Microsoft não estava tão errada assim há seis anos.

Fonte Forbes

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