Quase 25% dos jovens já tiveram informações vazadas após perderem celular

Por Redação | 29 de Abril de 2016 às 14h10

Que levante a mão quem nunca ouviu histórias sobre o roubo ou a perda de celulares, ou até mesmo foi protagonista em uma dessas. De acordo com uma pesquisa feita pela Kaspersky Lab em parceria com a B2B International, 30% dos jovens brasileiros entre 16 e 24 anos ficaram sem seus celulares no ano passado por uma dessas duas razões – 17% esqueceram onde os deixaram, enquanto 13% foram assaltados ou furtados.

Quando se leva em conta o total da população, esse número cai um pouco, para 14%. Entretanto, a perda material em si acaba não se tornando o principal problema, já que de acordo com o estudo, quase um terço dos jovens que ficaram sem seus aparelhos tiveram suas contas invadidas ou dados publicados na internet.

Em uma era de nudes e computação nas nuvens, a questão torna-se ainda mais perigosa. 24% dos entrevistados que ficaram sem seus aparelhos afirmaram que, depois, suas informações pessoais foram vazadas na internet. Enquanto isso, 32% tiveram contas em redes sociais e serviços online invadidas, e 25% disseram ter perdido para sempre seus documentos, fotos e vídeos pessoais que estavam armazenados apenas no aparelho.

Tais totais, entretanto, poderiam ter sido muito piores. Segundo o levantamento, 29% dos usuários que passaram por isso utilizaram softwares de acesso remoto para limpar os dados do aparelho e impedir que eles caíssem em mãos erradas, enquanto 15% também tentaram localizar o dispositivo por meio de soluções diferentes. Além disso, 40% das vítimas de roubos procuraram a polícia, outra etapa importante caso algum problema posterior venha a acontecer.

Por mais que sejam números altos, por outro lado, a Kaspersky chama a atenção para o fato de que eles poderiam ser muito maiores. Como smartphones nos acompanham por todos os lados e se tornaram parte fundamental da comunicação com amigos, parceiros e familiares, eles acabam se tornando um centro importante de dados. Os hackers, claro, estão de olho nisso, pois sabem que, ali, muitas vezes, pode se encontrar informações bancárias, dados pessoais ou outras informações sigilosas que podem levar a golpes e extorsões.

Para evitar tais problemas, algumas medidas importantes devem ser tomadas. O acesso ao sistema deve estar sempre protegido por mecanismos de segurança, seja por meio de verificações biométricas ou senhas numéricas – e, por favor, nada de 1234 ou 0000. Além disso, é importante sempre ter, ativados e funcionais, mecanismos que permitam o rastreamento ou bloqueio remoto dos aparelhos, de forma a evitar que as informações vazem.

Tais aplicações também podem servir para que o usuário tente reaver o aparelho, mas no caso de um roubo, isso nem sempre pode ser uma boa opção. Como em qualquer outra situação, caso você tenha sido roubado, o ideal é não reagir. Caso possua a localização dos criminosos, é melhor passar a informação para a polícia e pedir para que eles tomem uma atitude.

Fonte: Kaspersky

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