Por que a economia em retração gera crescimento no setor mobile

Por Colaborador externo | 19.05.2015 às 14:25

Por Cristiano Kanashiro*

A discussão sobre a economia do Brasil e atual gestão do governo está na mídia, nas redes sociais, nas conversas de almoço, happy hour e em casa. E, como temos visto, 2015 vem sendo um ano difícil para os brasileiros e para muitas empresas devido ao baixo crescimento econômico, alta de juros, do dólar, inflação e o aumento de impostos, fatores que levaram grandes empresas de diversos setores a demitir funcionários e reduzir investimentos. Sendo assim, em um mercado de retração econômica, com investimentos e custos sendo reduzidos, por que o mercado mobile não para de crescer? A resposta é simples: a possibilidade de fazer mais com menos.

No cenário corporativo, conhecido também como “B2E" (business to enterprise), as aplicações móveis podem ser grandes aliadas para redução de custos operacionais e aumento de produtividade, agilidade nos processos e consequente ganho de escala e diferenciação da concorrência. As soluções móveis deixaram de ser inovação e passaram a ser uma necessidade das empresas.

Além disso, em um mercado cada vez mais dinâmico, as companhias precisam de velocidade na tomada de decisão. Imagine, por exemplo, uma grande indústria de alimentos, com mais de dois mil representantes de vendas. Por meio de uma aplicação para tablet será possível otimizar os processos, passando pela apresentação de produtos, conteúdos interativos e pesquisas nos PDV’s. Com isso, reduz-se os custos com a eliminação dos materiais impressos, além da entrega das informações em tempo real, o que anteriormente era praticamente impossível, justificando o investimento.

E as aplicações mobile para o mercado não param por aí. Elas podem ser utilizadas para diversas necessidades e desenvolvidas para todos os tipos de empresas, desde o pequeno empresário até o grande player da indústria, e vão de aplicações de automatização comercial, monitoramento de equipes, m-commerces, pesquisas, learning e payment, até aplicações mais simplificadas. São inúmeras as possibilidades que envolvem a mobilidade e ela deve ser uma extensão para as empresas que buscam maximizar seus resultados nos dias de hoje.

Por outro lado, ainda temos o mercado de publicidade e marketing. Com a verba reduzida dos anunciantes perante a economia, a utilização da publicidade móvel tem crescido, pois os retornos sobre o investimento são mais significativos do que outras mídias.

Não falo apenas de "awareness”, neste caso cito conversão e resultado final. Um exemplo que costumo mencionar: você sai de casa de manhã para trabalhar, participa de reuniões em outros locais da sua cidade, almoça em um restaurante no bairro mais próximo, de noite faz inglês ou vai para academia e quando você chega em casa lá pelas 21h, vê aquela propaganda na TV te convidando para correr para um test drive na concessionária mais próxima, ou um supermercado falando de uma oferta válida até amanhã. Bom, você esteve o dia inteiro conectado e existiram inúmeras possibilidades do anunciante interagir com o você em momentos mais oportunos por meio de ações por geolocalização, multiplataformas, mobile advertising e inúmeras estratégias móveis que poderiam ser planejadas e que renderiam maior conversão de venda.

E para fomentar ainda mais o mercado mobile, o Google, anunciou a atualização do seu algoritmo de busca, que ficou conhecido como “Mobileggedon”. A partir de agora, as pesquisas realizadas por smartphones e tablets, que já representam mais de 60% do total, irão trazer apenas sites adaptados aos dispositivos móveis. Sendo assim, a procura por empresas que podem otimizar seus atuais sites cresceu 20%. Tudo isso aponta para a continuação do crescimento do mercado mobile, mesmo frente a crise econômica que o Brasil enfrenta.

*Cristiano Kanashiro é CEO e fundador da Kanamobi, empresa especializada em negócios mobile. Formado em publicidade e com mais de 17 anos de experiência no mercado de publicidade e mobilidade, Kanashiro já conquistou renomados clientes, como Pernambucanas, Hypermarcas e Ajinomoto do Brasil, para a Kanamobi.