Ostentação no Instagram leva a grande apreensão de produtos pela Receita

Por Felipe Demartini | 22 de Julho de 2019 às 10h59
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A Receita Federal realizou uma grande apreensão de produtos eletrônicos contrabandeados na última sexta-feira (19), após denúncias de “ostentação” nas redes sociais. Em uma loja no centro de São Paulo (SP), os agentes recolheram 60 celulares, 100 relógios, um patinete e outros artigos eletrônicos, em sua maioria da marca Xiaomi, com uma avaliação total de R$ 150 mil.

De acordo com a Receita Federal, as mercadorias não tinham nota fiscal, o que levou os agentes a suspeitarem que os aparelhos teriam sido trazidos do Paraguai de forma irregular. Não teria existido pagamento de impostos, o que constituiria sonegação, e levou à apreensão dos equipamentos. As informações, entretanto, não falam em prisões relacionadas à operação.

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Receita apreendeu mais de 160 produtos irregulares em loja do centro de São Paulo (SP), em sua maioria da Xiaomi (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Pode ter colaborado para as denúncias que levaram à apreensão o fato de a loja utilizar a identidade da marca chinesa em suas redes sociais e também no e-commerce. No perfil no Instagram, as fotos da “ostentação” citada pela Receita Federal não estão mais disponíveis, mas é possível encontrar relatos de clientes que alertam quanto ao não recebimento de produtos adquiridos e a dificuldade em falar com os responsáveis. Apenas duas publicações, ambas de 2017, permanecem no ar, enquanto as postagens de usuários datam de até dois dias atrás.

Apesar da aparência, e de se intitular como “Xiaomi Brasil” em buscas no Google e perfis nas redes sociais, o site afirma se tratar de uma loja aberta por um empresário brasileiro, “admirador e cliente da marca”. O e-commerce permanece no ar e aceitando pedidos de smartphones, relógios inteligentes e outros produtos.

A notícia da apreensão vem, ainda, mais de um mês depois de a própria Xiaomi ter emitido um comunicado alertando os usuários quanto à utilização indevida de sua marca por revendedores não-oficiais. Em publicação no Facebook, a empresa afirma que somente os produtos homologados pela Anatel estão sob sua responsabilidade e que por enquanto estes são vendidos apenas por meio de sua loja oficial. Um site oficial deve iniciar suas operações em breve.

Fonte: G1, Tudo Celular

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