Impressora 3D cria estruturas livres com base em nanopartículas de prata

Por Redação | 17 de Maio de 2016 às 07h53
photo_camera Harvard Wyss Institute

Uma impressora desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard conseguiu driblar uma das maiores limitações dos modelos atuais de impressão 3D. Em vez de moldar objetos em múltiplas camadas sobrepostas, o aparato bombardeia minúsculas partículas de metal para criar belas formas livres em pleno ar.

Referenciada no momento apenas como “impressão direta assistida por laser”, a tecnologia possui um funcionamento razoavelmente simples. Movendo-se ao longo de um caminho pré-determinado, o bocal do aparelho emite nanopartículas de prata no ar. Logo que as partículas são lançadas, um laser trata de solidificá-las no lugar – produzindo filamentos mais finos do que um fio de cabelo humano.

Naturalmente, o tempo de derretimento, emissão e solidificação precisa ser cuidadosamente ajustado. Do contrário, há o risco de o material não enrijecer a tempo – ou ainda de ele se solidificar dentro do emissor, caso ocorra demasiado aquecimento.

impressora 3d harvard

Estruturas complexas “num instante”

O resultado do processo são belas peças flexíveis, que, ao que parece, bem poderiam ser utilizadas em elementos estruturais como molas, suportes e circuitos. “Eu estou verdadeiramente entusiasmada com esse avanço recente do nosso laboratório, o qual permite a impressão e a solidificação em forma de eletrodos de metal e em arquiteturas complexas num instante”, disse a pesquisadora líder do projeto, Jennifer Lewis, em publicação da Universidade de Harvard.

Ela continua: “Essa utilização sofisticada de tecnologia baseada em laser aumenta as capacidades da impressão 3D para não apenas inspirar a criação de novos produtos, mas também para levar as fronteiras da fabricação livre de formas sólidas para espaços novos e estimulantes”.

Embora a técnica tenha sido demonstrada por meio da forja de belas borboletas em 3D feitas com os fios de prata, é de se imaginar uma miríade de aplicações – desde aparatos médicos à criação rápida de protótipos, por exemplo. As pesquisas de Lewis e sua equipe foram publicadas recentemente na Proceedings of the National Academy of Sciences, a publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Fonte: Harvard Wyss Institute.

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