Google vai combater sites mobile com anúncios intrusivos

Por Redação | 02.09.2015 às 12:51

De nada adianta apenas focar na intensificação do uso mobile se uma preocupação com a segurança não vier junto com isso. Nesta semana, o Google anunciou uma série de novas mudanças em seus algoritmos de ranqueamento para dificultar a vida dos sites oportunistas, aqueles que, em troca do acesso, pedem de forma nada sutil que o visitante instale um aplicativo ou o induzem ao erro para fazer isso.

São alvos das mudanças, principalmente, os sites que contam com pop ups de tela cheia ou que cobrem uma parte significativa do display, dificultando a visualização das informações. Além disso, estão na mira as páginas que levam o usuário diretamente para uma loja de aplicativos, mesmo contra a vontade dele, e também impedindo que o visitante acesse aquilo que deseja ver.

As mudanças acontecerão no dia 1º de novembro e, até lá, o Google disponibilizou uma ferramenta de testes que permite aos webmasters testarem se seus sites se encaixam em algumas destas categorias. Caso esse resultado seja positivo, eles terão até a data marcada para realizar as devidas alterações de forma a não terem suas posições nas buscas prejudicadas quando os usuários realizarem pesquisas por celulares ou tablets.

Para o Google, por mais que tais páginas tenham seu layout adaptado para os dispositivos de tela menor, elas ainda assim não são “mobile friendly”. Para a gigante das buscas, esse conceito vai além de simplesmente diminuir o peso de carregamento, e se estende também à maneira como as informações são dispostas e de que forma os anúncios são mostrados aos utilizadores.

Desde já, por outro lado, a empresa deixa claro que não é contra a exibição de propagandas, mas diz que existe uma diferença entre exibi-las de maneira intrusiva ou não. Para isso, o Google também dá um exemplo básico, em imagem, que também pode servir como uma indicação de como adaptar as páginas para aqueles que precisarem fazer isso.

Apesar das indicações feitas no relatório, porém, a gigante das buscas quer deixar os responsáveis livres para exibirem os anúncios da maneira que preferirem. Uma única coisa deve ser levada em conta: eles não podem, em hipótese alguma, bloquear o conteúdo dos sites ou interferir de qualquer maneira que seja na experiência dos usuários.

Fonte: Google