Testamos o primeiro simulador veicular da América Latina

Por Stephanie Kohn | 24 de Outubro de 2017 às 15h34

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) inaugurou nessa quarta-feira, 18, o primeiro Centro de Simulação de Dinâmica Veicular do Hemisfério Sul, localizado no campus da PUC Minas. Com investimento de R$ 18 milhões, o chamado SIMCenter tem como principal objetivo o desenvolvimento de tecnologias que serão embarcadas na nova geração de veículos.

“Estamos apresentando o que há de mais avançado na tecnologia mundial de simulação veicular para desenvolver os carros do futuro. O SIMCenter coloca o Brasil na vanguarda e o que for criado a partir daqui estará disponível para o mundo”, comenta Claudio Demaria, diretor de desenvolvimento de produtos da FCA, durante evento realizando em Belo Horizonte.

O simulador, que estará disponível à comunidade acadêmica para estudos e projetos, trabalha com a chamada realidade mista, com o cockpit e a plataforma virtual. O cockpit, com a carcaça do Jeep Renegade, é equipado com sistema de áudio que reproduz os sons do motor e as reações dos pneus. Já a tela curva possui ângulo de visão de 230 graus e oferece imagens das mais diversas pistas. Assim, o motorista pode dirigir em qualquer circuito do mundo e em diferentes climas, como em uma nevasca, por exemplo.

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Os movimentos do cockpit se integram às imagens da tela e se alinham aos comandos realizados pelo motorista, guiados em tempo real pelos instrumentos da sala de controle. O SIMCenter usa sinais de telemetria, como velocidade, aceleração, ângulo do volante, marcha inserida, torque e potência de motor, para fazer uma análise completa do automóvel e o ecossistema onde ele está inserido.

“O simulador ainda conta a a tecnologia SmartEye, que monitora o olhar do motorista. Isso é bastante importante para estudar o comportamento humano ao dirigir. Com ele é possível identificar se o motorista está com sono ou distraído por outra coisa”, explica Gustavo Costa, supervisor de Análise Virtual de Engenharia Chassis da FCA.

De acordo com Gustavo, a tecnologia aplicada no centro de simulação pode gerar dados para diferentes campos, como medicina, psicologia, arquitetura e engenharia. “Podemos avaliar a velocidade e sinalizações de rodovias que ainda não foram construídas, testar a ergonomia da máquina e muitas outras coisas, sempre em ambiente controlado e seguro.”

Nossa experiência

Durante o evento, o Canaltech fez uma simulação de cinco minutos. Dentro da carcaça do Jeep Renegade é possível conversar com os engenheiros que ficam na sala de controle. Após um comando, aperta-se o botão de start e é necessário acelerar para iniciar percurso.

O mecanismo é o mesmo de um carro automático, com pedais de aceleração e freio. As marchas, no entanto, só podem ser trocadas pelos botões localizados no volante. Nas curvas é possível sentir ligeira tontura, mas as mudanças de marcha não são muito perceptíveis em baixa aceleração, já o freio parece ter um pequeno delay em relação ao comando. Mas, no geral, na maior parte do tempo a experiência parece bem real.

No SIMCenter há um piloto especialmente treinado para fazer as simulações. Ele passa cerca de quatro horas seguidas dirigindo para a realização dos testes. De acordo com supervisor do projeto, com a novidade, o mercado ganhará novos profissionais, como os motoristas e engenheiros especializados em simulação. 

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