EUA cria novas regras para uso de drones

Por Redação | 01.07.2016 às 12:26

Mostrando o pioneirismo que já era esperado nesse sentido, os Estados Unidos foram o primeiro país a publicar novas regras relacionadas à utilização de drones, criando uma catalogação exclusiva para eles e removendo-os da categorização junto a todo tipo de “aeronave não tripulada”. As normas entram em vigor daqui a 60 dias e representam novas possibilidades para setores como o de pesquisa científica, resgate, monitoramento, educação e jornalismo.

As regras gerais permitem a utilização de drones que pesem até 25 quilos, que podem voar a, no máximo, 122 metros de altura, além de estarem durante toda a operação em contato visual com seus controladores. Voos mais altos até são permitidos, mas somente em áreas abertas e, nesse caso, as aeronaves devem permanecer a 120 metros de distância de qualquer prédio ou estrutura. Eles também só podem estar ativos durante o dia ou no que a FAA, agência de aviação americana, chama de “alvorecer civil” – 30 minutos antes do nascer do Sol, ou meia hora após ele se por, e precisam ter luzes de identificação para evitar colisões.

Entretanto, uma das normas deve dificultar bastante a vida dos usuários e fabricantes: os operadores de drones precisam ter uma licença para utilização, ou estarem sendo supervisionados por alguém que a possua. A FAA criou o que chama de “certificado de piloto remoto”, e exige que os candidatos tenham mais de 16 anos e passem em um pequeno teste, ou estejam em curso para formação na aviação civil. Essa certificação deve custar US$ 150, inicialmente.

Entre as utilizações possíveis estão, por exemplo, a entrega de mantimentos em áreas de difícil acesso, enquanto equipes trabalham no solo, o uso de drones para filmagens, fotos e outros tipos de trabalhos jornalísticos ou não, além da utilização das aeronaves para pequenas entregas. Essa última, inclusive, é uma alternativa que interessa muito à Amazon, uma vez que o e-commerce vem testando, desde o ano passado, o uso das máquinas para levar produtos aos clientes em tempo recorde.

Apesar do estreitamento das normas, elas foram elogiadas pela AUVSI, uma associação internacional que representa os direitos de fabricantes e usuários de drones. Para a organização, trata-se de uma política inovadora, que deve servir como base para legislações semelhantes em outros países, levando adiante a indústria e também o uso cotidiano das aeronaves. A expectativa é que, só nos EUA, sejam 100 mil empregos criados por isso – principalmente, entre aqueles que possuem o uso dos gadgets como hobby, e agora, poderão trabalhar com isso – e US$ 82 bilhões injetados na economia pelos próximos 10 anos.

Fonte: Fox News