Estudo aponta que cigarros eletrônicos também são prejudiciais à saúde

Por Redação | 01 de Agosto de 2016 às 09h11

Apesar de muitos usuários terem trocado os cigarros convencionais pelos e-cigarros na expectativa de que eles não fossem prejudiciais à saúde, um novo estudo revelou que os cigarros eletrônicos também contêm compostos tóxicos que são nocivos e podem impactar negativamente a saúde dos usuários. O estudo foi realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, que identificou a fonte das emissões dos componentes prejudiciais e apontou que fatores como a temperatura, o tipo e a idade do dispositivo influenciam nos níveis de emissão.

Os pesquisadores também descobriram que a decomposição térmica de propilenoglicol e glicerina, dois solventes encontrados em grande parte dos e-líquidos, conduz a emissões de toxinas químicas, tais como o formaldeído e a acroleína. A decomposição térmica dos solventes que estão inclusos dentro da substância que é vaporizada pelo cigarro eletrônico acontece gradualmente, ainda que os e-cigarros estejam relativamente novos.

"Os defensores dos e-cigarros dizem que as emissões de produtos tóxicos são muito inferiores às dos cigarros convencionais", afirmou Hugo Destaillats, autor do estudo e pesquisador do Laboratório Lawrence Berkeley. "Eu diria que isso pode ser verdade para alguns usuários. Por exemplo, os fumantes de longa data que não conseguem parar. Mas o problema é que isso não significa que eles são saudáveis. Cigarros regulares são superinsalubres enquanto que os e-cigarros são apenas insalubres."

Pesquisadores Berkeley Lab

Pesquisadores descobriram que a decomposição dos e-cigarros conduz a emissões de toxinas químicas

A pesquisa envolveu simulações com vaping em três tipos de e-líquidos e dois e-cigarros bem diferentes, sendo um com uma bobina de aquecimento e outro mais caro com duas bobinas de aquecimento em paralelo. Para determinar o que estava presente no vapor, os pesquisadores usaram cromatografia gasosa e líquida e depois continuaram a simulação até que o dispositivo chegasse a um estado estacionário. Dessa forma, todas as etapas realizadas por um fumante foram testadas, desde os primeiros sopros até o momento em que o dispositivo estava totalmente aquecido.

O estudo do Berkeley Lab poderá ser utilizado para a criação de e-cigarros mais saudáveis no futuro. Os dados coletados na pesquisa permitirão que os reguladores e fabricantes possam desenvolver vaporizadores menos nocivos, sendo capazes de entregar ao mercado alternativas que sejam menos perigosas para a saúde dos usuários.

Fonte: Berkeley Lab

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